Uma boa medida

Caseiro Marques

Por: A.F. Caseiro Marques

Desconheço o que está por detrás da decisão da Câmara ao alargar os circuitos das carreiras e dos autocarros às aldeias vizinhas da cidade.

Sei que é uma aspiração antiga de quem vive nos arredores e se confronta com a falta de transportes de e para as aldeias onde reside.

Neste momento, há aldeias sem transporte público, pois apenas são servidas durante o ano lectivo. 

E mesmo durante o período de funcionamento das escolas, a maioria das aldeias do concelho é servida apenas por um autocarro que transporta as pessoas pela manhã e regressa apenas ao final do dia, nos mesmos autocarros em que se deslocam as crianças e jovens que frequentam o ensino preparatório e secundário nas diferentes escolas da cidade.

Como é sabido, tem-se vindo a dificultar, por todas as formas, o trânsito de veículos na área urbana, nem sempre de acordo com as regras que o simples bom senso aconselharia. É a minha opinião. 

E tais medidas nem sempre são bem compreendidas porque algumas delas não são consideradas razoáveis. E não o são exactamente pelo simples facto de haver centenas ou milhares de pessoas que necessitam de usar o seu meio de transporte próprio para chegarem à cidade e assim aos seus empregos. E para isso necessitam de vias desimpedidas, de percursos rápidos e de parques de estacionamento.

Eu não me importaria de me deslocar num autocarro dos transportes municipais se tivesse possibilidade de o usar de cinco em cinco minutos. Mas, como tal não acontece, continuo a usar muitas vezes o meu carro para ir para o centro da cidade. Demoro menos tempo a ir de carro e mesmo a pé do que estando à espera do autocarro e andar às voltas pela cidade até chegar ao meu destino.

Portanto, a medida que agora se promete implementar pode resolver alguns destes problemas.

Se a frequência dos autocarros for maior e se servir convenientemente as pessoas das aldeias é natural que o fluxo de automóveis diminua e quem tem, obrigatoriamente, de utilizar os seus veículos o possa fazer mais comodamente.

Essa medida tem ainda a vantagem de diminuir a circulação de veículos e, por conseguinte, a poluição na cidade, a qual, a certas horas, se faz sentir com muita intensidade. 

Mas existem ainda outras vantagens se esta medida for efectivamente implementada e as pessoas aderirem. Ela permitirá que mais pessoas fixem residência nas nossas aldeias, praticamente desertificadas, valorizando o património e dando uso às infra-estruturas que vêm sendo construídas.

Nas aldeias há mais qualidade de vida do que na cidade. As rendas são mais baixas. E principalmente os casais jovens poderão adquirir casas desocupadas que, sendo remodeladas, mexem com a economia da região e dão vida às aldeias, onde fecharam escolas e as ruas estão às moscas.

Oxalá as minhas expectativas não saiam goradas.

1 – CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO. Este foi o nome posto à disciplina obrigatória que é ministrada aos alunos do 2º e 3º Ciclos, desde 2018. 

Já no 1º ciclo o Estado manda que os professores comecem a ensinar certas matérias às crianças com 9 e 10 anos, que elas nem entendem, pois, para eles, é tudo tão natural, que nem percebem por que devem os seus professores estar a falar de igualdade de género e outras coisas mais.

Agora, que o escândalo se tornou mais extenso, apareceram manifestos contra e a favor da obrigatoriedade desta disciplina. Genericamente, há quem entenda que a escola ou seja, o Estado não tem que se meter a ensinar aquilo que à família compete, como, por exemplo, sobre a sexualidade e o respeito pelos demais, seja qual for a sua linha de actuação na vida. Estou a falar na igualdade de género, seja isso o que for, pois para mim sempre haverá, tão só, pessoas do sexo masculino e feminino.

Mas a esquerda, na defesa do ensino obrigatório desta disciplina, não o faz por menos do que acusar os demais de quererem “impedir o avanço das liberdades e dos direitos humanos” e o “regresso dos dogmas bafientos, “familistas”e antiliberdade que ainda são do Estado Novo”. Pensemos todos no país das amplas liberdades e dos “amanhãs que cantam”, por exemplo, e na China, na Bielorrússia, em Cuba, Venezuela. Não teço mais comentários, por ser desnecessário. Já percebemos.

2 -ANA GOMES. Avança, minha colega! Sempre retiras mais uns milhares de votos a Marcelo e ele ficará muito longe da marca que persegue, que é obter mais votos do que Mário Soares e pode gabar-se desse feito. Haverá muitos portugueses a votar em ti, por espírito de contradição. E porque estão fartos de o ouvir a toda a hora!

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