Túnel do Marão: CDS-PP garante ter antecipado em 2016 problemas de segurança

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O CDS-PP informou, através de comunicado, que foi o primeiro partido, em 2016, a antecipar os problemas de segurança que viriam a acontecer no Túnel do Marão, “questionando objetivamente o Governo sobre falhas prolongadas de energia e respetivo impacto nos mecanismos de segurança, sobre falta de pessoal no centro de controlo local e necessidade de realização de um simulacro para testar os meios de segurança, e, ainda sobre a deslocalização para Almada do centro de controlo, que estava in loco”.

“Em 2017, na sequência do incêndio com um autocarro, o CDS voltou a questionar, por duas vezes, o Governo sobre o agravamento dos problemas de segurança no Túnel do Marão. O Governo desvalorizou sempre o problema, mas, agora, o inquérito ao incêndio de 2017 vem dar razão ao CDS. Após três perguntas e quase dois anos depois, o Governo será obrigado a reconhecer que há falhas graves na segurança do Túnel do Marão”, referiu o partido.

Apesar de ainda não ter tido acesso ao relatório, com base em notícias sobre o documento, veiculadas na comunicação social, os deputados do CDS-PP Pedro Mota Soares e Hélder Amaral questionaram, pela quarta vez, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

“O CDS desde muito cedo manifestou preocupações com a segurança no Túnel do Marão, reveladas, aliás, na pergunta dirigida ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas no dia 8 de dezembro de 2016 – quando pretendemos saber informações sobre cortes no fornecimento de energia, seu impacto nos mecanismos de segurança, falta de pessoal no centro de controlo local e necessidade de realização de um simulacro para testar os meios de segurança. A resposta do Ministério a estas questões garantia que existiam todas as condições e garantias de segurança nesta infraestrutura. Cerca de seis meses depois destas perguntas, na sequência do gravíssimo incidente ocorrido em 11 de Junho de 2017, o CDS voltou a questionar o Governo, dirigindo mais uma vez perguntas à tutela que, desta vez, tinha que dar resposta a questões muito focadas nas falhas detetadas pelas entidades locais, resultante do incêndio do veículo pesado de passageiros no interior do Túnel do Marão e que obrigou ao corte do mesmo durante uma semana. Depois de nova insistência, as respostas que chegaram no dia 23 de outubro do ano passado”, esclareceu o comunicado.

Resulta do exposto que para o Governo estão garantidas todas as condições de segurança. Contudo, e após estes acontecimentos, o Governo ordenou a realização de um inquérito a ser conduzido pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, tendo revelado que o “incêndio no Túnel do Marão só começou a ser combatido 36 minutos após o alerta”. “A ser verdade, esta é uma informação diferente da que foi prestada anteriormente ao CDS”, finalizou o partido.

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