Teve inicio a edificação do Centro Interpretativo Mineiro de Jales

O Centro Interpretativo Mineiro de Jales começou a ser edificado para preservar a memória dos mineiros de Jales. O presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado considera que o equipamento servirá para resgatar a tradição mineira nesta região, indo ao encontro da valorização patrimonial e turística das minas de Jales.

De sublinhar que a Casa do Guincho do Poço de Santa Bárbara, que permitia a comunicação entre o solo e as galerias das minas de Jales, tem agora o propósito de dar a conhecer as últimas minas de ouro e prata a serem exploradas em Portugal.

Com o apoio do Município de Vila Pouca de Aguiar, a Associação de Desenvolvimento Integrado das Terras de Jales é a promotora da candidatura, aprovada pelo Turismo de Portugal, no âmbito da linha de apoio à valorização turística do Interior. A associação Assim, a AOURO cumprirá um desejo antigo da população e valorizar este valioso património mineiro que resulta da constatação de um quadro de valorização turística regional.

A requalificação da Casa do Guincho e a Galeria de Visita envolvem uma verba de 557. 501,46€, sendo comparticipada pelo programa Valorizar em 444.444,44€. O espaço museológico, que entrará em funcionamento no próximo ano, será constituído por pisos superior, térreo e inferior, sendo este uma réplica de galeria subterrânea com acesso idêntico ao utilizado pelos mineiros. No exterior, haverá uma área de acesso e lazer e pontos de informação da mina e da região.

Recorde-se que mina de ouro de Jales foi explorada desde o tempo dos romanos (século I). A exploração mais recente remonta ao século passado, com a exploração do sistema filoniano da Gralheira (1929) e o filão de Campo (1933). A atividade mineira desenvolveu-se ao longo de cerca de cinco quilómetros e atingiu os 600 metros de profundidade, mas a exploração mineira do Estado Português terminou em 1992, tendo sido a última exploração de ouro em Portugal.

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