Solidariedade e Oportunismo

Caseiro Marques

Por: A.F. Caseiro Marques

A esquerda gosta muito de inventar, apenas para captar votos, mostrar a sua face aparentemente bondosa e altruísta, sempre à custa dos mesmos, com o dinheiro dos outros e não se importando de olvidar as leis existentes, inventando práticas que nada resolvem, apenas complicam. Mas fica-lhes bem.

Vem isto a propósito de mais uma “guerrinha” que quer impor à Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores (CPAS) e que o Bastonário, como já fez anteriormente, apadrinha, como se fosse ele o dono do património da CPAS que milhares de advogados e Solicitadores construíram e amealharam ao longo de dezenas de anos. 

Devo fazer, aqui, com toda a clareza, a minha declaração de interesses: paguei para a CPAS as minhas contribuições ao longo da minha vida profissional de forma a poder agora usufruir da reforma. Tenho, por tal facto, o direito de me defender e defender os interesses de todos os que procederam do mesmo modo. 

Um conjunto de advogados, muito poucos, que no tempo do Bastonário Marinho e Pinto eram apelidados de “descamisados”, pretende que a Caixa lhes proporcione um subsídio, alegando dificuldades económicas. Ao todo, segundo o Presidente da CPAS, foram 16 – repito: dezasseis! – Os que fizeram esse pedido. 

O Presidente da CPAS exigiu que estes dezasseis carenciados – eles lá sabem porque têm dificuldades económicas! – exigiu que provassem que tinham tentado obter apoio junto de todos os que, por lei, têm efectivamente obrigação de os ajudar. São as pessoas obrigadas pelo Código Civil a prestar alimentos. É uma lista bastante extensa. Mas como é mais fácil pedir ajuda, sem recorrer a quem tem essa obrigação, andam numa guerra com a CPAS, atrás desse apoio. E este pequeno grupo tem recebido apoio da esquerda e nomeadamente do Bloco de Esquerda que “pesca” em qualquer charco que apareça.

Que se virem, como diz o povo. Que mudem de profissão. Que tratem de outra vida.

Mas esta atitude tem fundamento na política da esquerda, a começar no partido socialista que criou o famigerado rendimento mínimo e que para muitos, milhares, centenas de milhares se transformou num rendimento único desde a altura em foi criado. 

Já o escrevi aqui mais de uma vez. Há falta de trabalhadores em diversos sectores. Mas o objectivo da integração de muitas das pessoas que começaram por receber o rendimento mínimo falhou completamente. Habituaram-se e vivem à nossa custa, à custa de quem trabalha e paga impostos, porque é muito mais fácil. E alguns vão fazendo uns biscates com o que compõem o seu orçamento e lhes permite viver sem fazerem nada de útil.

E se alguém os aborda para trabalharem, recusam com medo de perderem o rendimento mínimo, a que agora deram o nome pomposos de “Rendimento Social de Reinserção”.

Foi com Paulo Pedroso que isto começou. Sou a favor da ajuda a quem efectivamente necessita. E há pessoas que precisam da nossa ajuda. Para esses não pode faltar o nosso apoio. Mas há muita gente que podia trabalhar e não o faz. Podem dizer que esta é linguagem de André Ventura. Não me importa nada. Absolutamente nada. A esquerda: socialistas, comunistas e bloquistas, gostam muito de se mostrarem solidários com o dinheiro dos outros. O problema surge quando falta o dinheiro. E um dia vai acabar. Como já aconteceu noutras alturas. Infelizmente, mesmo para quem necessita a sério, da nossa ajuda.

1 – AINDA O NOVO BANCO. As pessoas já esqueceram que António Ramalho, o Presidente deste Banco vendeu património das Infra-estruturas de Portugal para realizar dinheiro e poder gabar-se de ter posto a empresa a dar lucro. Em Vila Real vendeu as instalações da Timpeira e depois arrendou o espaço à nova proprietária. Grande administrador!

2 – Pessoa amiga fez-me chegar a notícia de que os japoneses comemoraram a chegada dos portugueses há 450 anos, com um selo. Por cá nem se ouviu falar. Anda tudo atrás dos futebolistas famosos, de Marcelo e de Costa

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