Tornar-se próximo das pessoas será uma das formas de a Igreja evangelizar e cumprir, assim, aquilo que o Papa Francisco pediu para que todos os cristãos tomem consciência da sua vocação missionária e a ponham em prática.

Foi no colóquio organizado pelo centro de Formação da Acção Católica, em colaboração com o Secretariado Diocesano das Obras Missionárias, Pontifícias no qual participaram dois missionários combonianos e um outro da Boa Nova, realizado no passado dia 30 de Novembro, que os participantes ouviram falar das experiências em terras de missão por parte destes sacerdotes.

O Padre Feliz da Costa Martins falou das dificuldades em trabalhar num país como o Sudão, no meio de população e com dirigentes políticos de religião muçulmana. A Igreja trabalha com quem aparece, mesmo que não sejam baptizados ou pertençam a outra religião. São os que precisam, por serem os mais pobres.

O Padre Horácio Botelho começou por frisar a mesma ideia, dizendo que “os pobres são os primeiros a entender o Evangelho. Frisou ainda que na Europa falamos muito, mas não fazemos, não saímos. Em Portugal, podemos sair, andar por aí, ao contrário do que se passa noutros países, mas não vamos.” Temos uma Igreja demasiado estruturada.

Já o Padre João Costa disse também que o “mais importante não é a estrutura” e que há uma grande dificuldade em ajudar as pessoas a fazer a síntese e encontrar uma identidade nova, atendendo à influência dos novos meios de comunicação. Realçou a necessidade de os cristãos saberem acolher os outros, sejam eles quem forem e venham de onde vierem.

Seguiu-se um debate entre os cerca de quarenta participantes, durante os quais foram abordados vários assuntos relacionados com o tema do colóquio, sendo de destacar a declaração de um dos participantes que considerou que os cristãos passam demasiado tempo “enjaulados”, dentro da Igreja, das estruturas, esquecendo-se das pessoas concretas. A estas os cristãos devem acolhê-las e dizer-lhes as coisas certas, com clareza e caridade.

Esta actividade foi encerrada com palavras do Bispo da diocese, D. Amândio Tomás, que exortou todos a participarem activamente nas iniciativas que tenham lugar neste ano e a levar o Evangelho a todo os meios onde seja possível.

Deixe o seu Comentário

Comentário