Mantendo o objetivo traçado em anos anteriores, o Município de Vila Real volta a organizar a Semana do Ambiente, procurando divulgar junto dos seus cidadãos o trabalho que tem vindo a desenvolver na qualificação ambiental urbana e rural, salientando a necessidade de conciliar o desenvolvimento e a incondicional proteção ambiental, fator essencial para a sustentabilidade dos territórios.
A semana começa com o projeto Arte no Parque, cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020). Nos dias 2 e 3 de junho, Vila Real acolhe Bruno Rajão e Tiago Sousa, que vão dar vida a dois trabalhos artísticos no Parque Corgo. Bruno Rajão, conhecido por Bafo de Peixe, é um dos escultores nacionais mais conceituados em arte urbana. Utilizando materiais e desperdícios, opera uma reciclagem a esses materiais, criando esculturas com base no processo de assemblagem. A sua última criação, um corvo, será instalada junto à ponte localizada entre a fronteira do Parque Florestal e o Parque Corgo, criando um recanto de aves nesse espaço e que serve para requalificar a zona. Já o artista Tiago Sousa vai trabalhar na criação de uma salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), uma espécie endémica da Península Ibérica presente em Vila Real e que atualmente corre o risco de desaparecimento em todo o território peninsular. A obra será criada junto à entrada nordeste do Parque Corgo e será produzida a partir de peças de olaria negra de Bisalhães composta por diferentes dimensões. Este projeto artístico faz uma relação entre dois símbolos do património local que atualmente correm o risco de desaparecimento.

Os dias 4, 5 e 6 de junho são dedicados integralmente à organização de diversas atividades de informação e sensibilização ao público. No dia 4 de junho decorrerá a atividade de observação de aves noturnas e morcegos, com início agendado para as 21 horas no Centro de Ciência. No dia 6 de junho está prevista a observação de borboletas noturnas, com arranque às 21 horas, também no Centro de Ciência. As atividades são gratuitas e com inscrições em www.centrocienciavilareal.pt.

O dia 5 de junho (Dia Mundial do Ambiente) merece destaque especial, com atividades a decorrerem durante todo o dia, quer no Centro de Ciência, quer na Agência de Ecologia. Para além das duas exposições em curso nos dois edifícios (Insetos em Ordem e Património Natural de Trás-os-Montes e Douro), o programa inclui a apresentação oficial do primeiro caderno de campo do Município de Vila Real, dedicado às borboletas de Vila Real. O guia de campo apresenta as espécies observadas especificamente no território do município ao longo dos trabalhos de monitorização e inventariação realizados nos últimos anos e assume-se como uma ferramenta essencial para todos aqueles que queiram conhecer e observar as borboletas existentes em Vila Real. Foi concebido com a preocupação de permitir mesmo aos mais inexperientes o acesso à informação essencial e básica para a realização das suas observações.
Ainda no dia 5 de junho e durante todo o dia, diversas escolas estarão presentes no Centro de Ciência e na Agência de Ecologia para conhecerem os projetos de monitorização desenvolvidos no Município de Vila Real, com destaque para a monitorização do ar, do ruído, das águas superficiais e da biodiversidade. Integra ainda o programa a atividade de datação das árvores, com a colaboração do Professor e Investigador José Luís Louzada da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que tem dedicado o seu trabalho à investigação florestal.

No dia 7 de junho, às 15 horas, a Agência de Ecologia Urbana acolhe a iniciativa “Somos Douro”, com a conferência ministrada por Maria Manuel Mota. A iniciativa Somos Douro é promovida pela CCDR-N, pela Comunidade Intermunicipal do Douro e pela Liga dos Amigos do Douro Património Natural. A conferência da galardoada cientista portuguesa lançará e debaterá a questão “porque é que decidiu ser cientista?”. Maria Manuel Mota é licenciada em Biologia, fez mestrado na área da imunologia e doutoramento em parasitologia molecular. Trabalha no Instituto de Medicina Molecular (IMM), como investigadora principal na Unidade de Malária. Em 2005 foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2013, foi ainda distinguida com o Prémio Pessoa. As inscrições podem ser feitas em http://www.ccdrn.pt/somosdouro/inscricao.

No dia 8 de junho decorrerá a comemoração do 35º aniversário do Parque Natural do Alvão, que mais uma vez contará com a participação das escolas dos municípios de Vila Real e Mondim de Basto, para além do ICNF. Está prevista a organização de uma série de atividades no Parque Natural do Alvão, que vão contribuir para a sensibilização do público juvenil para o importante património natural desta área protegida.
Finalizando a semana dedicada ao ambiente e integrando o Programa do Festival Internacional de Imagem de Natureza (FIIN 2018), nos dias 9 e 10 de junho Vila Real acolhe um workshop de desenho de natureza ministrado pela Professora Maria Romão Ferreira. O workshop abordará a técnica de Grafite e tinta-da-china através do desenho de observação, representando volumes e texturas em grafite. Maria Romão Ferreira é licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha e Mestre em Ensino de Artes Visuais pela Universidade de Coimbra. Fez o Curso de Formação em Ilustração Científica pela Universidade de Aveiro, colaborando regularmente em projetos desenvolvidos pelo Laboratório de Ilustração Científica desta Universidade. É membro do júri do Concurso de Desenho Científico e Desenho de Natureza do Município de Vila Real. A inscrição no workshop é gratuita, sendo contudo necessário que os participantes se façam acompanhar por lápis de grafite “2H, HB, e 2B, caneta de tinta-da-china 0,05 Sakura ou similar, pincel sintético Nº 1 e Nº 4 e ainda tinta-da-china.

As condições de inscrição e participação nas atividades previstas para o público podem ser consultadas na página do Centro de Ciência de Vila Real (www.centrocienciavilareal.pt).