Secretário de Estado Luís Pinheiro reúne com empresário no Régia Douro Park

Empresas

O Régia Douro Park acolheu, na sexta-feira passada, o Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro, e cerca de oitenta empresas da região, para debater a simplificação de procedimentos na Administração Pública que dificultam o dia a dia das empresas, de forma a recolher sugestões e problemas.

“Eu vim aqui, acima de tudo, ouvir os empresários de Vila Real, porque falo, tendencialmente, com empresários da zona de Lisboa ou do Porto, pois são aqueles que me apresentam com mais frequência a sua realidade. Portanto, eu não quis perder esta oportunidade de vir a Vila Real falar com empresários que lidam diariamente com problemas relacionados com a administração pública que são específicos desta zona”, disse Luís Goes Pinheiro.

Nuno Pinto Augusto, diretor do Régia Douro Park, moderou esta reunião e mostrou o apoio que a instituição tem relativamente aos empresários: “O Régia Douro Park está aberto para estas iniciativas, o nosso papel é melhorar as condições dos empresários, otimizar todos os seus recursos e também ajudá-los a estar mais próximos de quem tem o poder de decisão e este é um desses momentos”.

Empresários participativos 

Os empresários, que preencheram a sala, aproveitaram esta oportunidade e apresentaram vários problemas que enfrentam no seu contacto com a administração pública, nomeadamente as atitudes defensivas por parte da burocracia que não quer assumir uma posição, os diversos balcões de atendimento que dificultam a entrega de documentos, a duplicação desnecessária de determinados documentos devido há desconfiança existente entre entidades, o não cumprimento dos prazos por parte da administração, entre outros.

Para além dos problemas, os empresários apresentaram uma solução que o Secretário de Estado não considerou “assim tão complexa”. Essa proposta consiste na criação de uma base de dados na qual as entidades pudessem ir buscar os dados necessários aos processos, anulando, dessa forma, a repetição de documentos e a dificuldade de entrega dos mesmos. “A criação de uma empresa, hoje em dia, é mais ágil do que no passado, mas ainda não o é suficientemente. Este é um trabalho permanentemente inacabado e é, exatamente, na sequência de reuniões como esta que podemos ouvir as queixas e trabalhar no sentido de melhorar”, adiantou o Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa.

Cláudia Richard

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