Reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil de Valpaços

Há 152 casos ativos de Covid-19 neste concelho

Na abertura da sessão de trabalho, o Presidente da Câmara Municipal, Amílcar de Almeida, reiterou o seu compromisso para com a população em “acentuar ainda mais o combate à pandemia, acautelando especialmente todas as situações que poderão potenciar a propagação do vírus e proteger os setores da população mais vulneráveis aos seus efeitos”. Reiterando que “a Saúde Pública está em primeiro lugar. Não hesitarei em tomar medidas mais restritivas se necessário for, para que a situação não se agrave”. De seguida convidou todos os participantes a fazerem um ponto de situação de cada instituição.

Todos representantes presentes relataram quais os problemas e constrangimentos com que se debatem diariamente, identificando todas as situações de surtos, infetados e recuperados de COVID-19, bem como as medidas tomadas em cada situação concreta. Os lares, onde foram detetados surtos, referiram que a situação se encontra controlada e em fase de resolução.

Foi também abordado, pelo Presidente do Município, a sua intenção de testar alunos, pessoal docente e não docente do Agrupamento de Escolas de Valpaços, após as férias do Natal, por forma a tentar minimizar os possíveis efeitos de maior propagação do vírus, devido ao levantamento das restrições no Natal e Passagem de Ano.

Após a auscultação de todos os presentes, foi solicitado ao Delegado de Saúde da Unidade de Saúde Pública do Alto Tâmega e Barroso, Dr. Gustavo Martins-Coelho a avaliação da situação epidemiológica do concelho, tendo este referido que as duas principais vias de contágio que se têm verificado são os convívios familiares alargados, entre familiares que pertencem a núcleos familiares distintos (moram em habitações distintas) e o atraso na procura de cuidados de saúde por parte de pessoas infetadas, em que propagam a doença enquanto não se dirigem ao médico.

Salientou, também, que no período das festas Natalícias não se podem descurar todos os cuidados, desde o uso de máscara (tirar só para comer), ao distanciamento social e lavagem frequente das mãos.

Finalmente, o presidente da Comissão Municipal de Protecção Civil, Dr. Amílcar de Almeida, questionou o Dr. Gustavo Martins-Coelho, da necessidade na adopção de medidas extraordinárias, face aos factos expostos por todos em concreto e à realidade do concelho. Em resposta o Delegado de Saúde da Unidade de Saúde Pública do Alto Tâmega e Barrosonão encontrou motivos que justifiquem a aplicação de medidas extraordinárias, uma vez que, segundo ele, os surtos nos lares estão em fase de resolução e que com as férias escolares do Natal, vai diminuir a mobilidade no concelho, além de que a taxa de ataque está a descer, desde o início do mês no nosso concelho.

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