Régia Douro Park: Spawnfoam sai do laboratório e avança para a produção de biomateriais

Com menos de dois anos de existência a Spawnfoam, sedeada no Regia Douro Park, em Vila Real, vai avançar para o mercado com os vasos biodegradáveis que tem vindo a testar em laboratório.

Tal como a Startup apresenta, os vasos são biomateriais, produzidos com a combinação de elementos naturais, como subprodutos orgânicos, agroflorestais e um adesivo orgânico, que apresentam um bom design, são personalizados a pensar no cliente final, e têm como principal característica o facto de serem orgânicos, biodegradáveis e amigos do ambiente, prolongando a vida útil dos recursos naturais.

Novembro vai ser o mês de lançamento da loja online, onde a Spawnfoam vai disponibilizar, para já, vasos ornamentais de 3 litros, com PVP de 6 euros por unidade. O objetivo, segundo Pedro Mendes, um dos fundadores da empresa de biotecnologia, é “mostrar às pessoas a mais valia da utilização dos vasos biodegradáveis comparativamente com os plásticos e obter o feedback dos mesmos”.

A empresa está agora apostada em aumentar a escala de produção e, para isso, Pedro Mendes conta investir mais de 100 mil euros até ao final do ano através do apoio do programa Apoiar a Transição para uma Economia Circular do Fundo Ambiental, para a aquisição de maquinaria. Investimento esse que irá também resultar na criação de mais postos de trabalho. Mas este esforço financeiro da start-up ocorre porque “é um negócio viável e vai permitir iniciar as vendas, para já, exclusivamente online e num sistema de pré – reserva”. As entregas terão início a partir do início do próximo ano, altura em que haverá produto disponível.

A boa notícia para os interessados nos vasos biodegradáveis é que, quem efetuar a compra em pré- reserva terá desconto garantido.

A loja online vai estar disponível no site da Spawnfoam (www.spawnfoam.pt) com vasos ornamentais de aspeto interessante e formas diferentes. De realçar que apresentam uma boa durabilidade em comparação com a concorrência biodegradável, sendo que, após operíodo de crescimento da planta terão de ser depositados na terra, ou colocados dentro de um novo vaso.

Participação em concursos nacionais e internacionais despertam interesse do mercado

Mais do que os prémios que têm vindo a conquistar desde a criação da empresa, Pedro Mendes admite que os concursos da área da economia circular verde têm sido um bom canal de divulgação da Spawnfoam e dos vasos biodegradáveis- “têm surgido muitos contactos e já tivemos de recusar encomendas grandes por falta de capacidade de produção” – sublinhou.

Daqui para a frente, o cenário é motivador, em termos de comercialização. Por esta altura, “já estão a decorrer negociações com potenciais clientes nacionais e estrangeiros, detentores de uma grande rede de distribuição.”

Pedro Mendes adiantou que para aumentar a capacidade produtiva, espera avançar com a criação de vasos que possam ser utilizados na reflorestação e jardins. De momento, o principal interesse é afirmar a Spawnfoam no mercado nacional para depois avançar com novas utilizações do produto e internacionalização, até porque “já há interesse em alguns países, como a Bélgica, Colômbia e Brasil.

Entretanto, a Spawnfoam soma e segue com a participação em concursos e conferências.  No passado fim de semana esteve na Escócia, enquanto finalista da competição Europeia ClimateLaunchpad.

Dia 7, a Start-up será uma das três entidades portuguesas que estão presentes no “ThemePanelonWaste Management” na Conferência “Economia Circular Verde” que vai decorrer na Galiza, Espanha.

Por cá, a Spawnfoam participou, recentemente, na Final do Prémio Inovação do Crédito Agrícola. Além disso, também esteve presente no BIN@Porto  – Open InnovationTowards Circular Economy e, recentemente, conquistou o 4 lugar no Concurso nacional Govtech 2018.

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