PSD Mondim de Basto acusa município de “enganar” os cidadãos


O executivo socialista da Câmara Municipal de Mondim de Basto divulgou, no final do mês de abril, que a “fatura da água, saneamento e resíduos sólidos não [iria] ser cobrada aos Mondinenses”, referindo-se à cobrança no mês de fevereiro, com o objetivo de “atenuar os efeitos negativos deste surto pandémico, junto da população local”. Esta medida foi defendida pelo PSD Mondim de Basto, que tinha a expectativa de que se alargasse aos meses seguintes. 

No entanto, segundo o PSD, veio-se a verificar que a isenção do pagamento de água só se realizou nas Freguesias onde o Município assume a sua gestão direta, ou seja, descriminando uma parte da população, contrariamente ao anunciado. De sublinhar que, segundo a mesma fonte, essa informação foi confirmada pela Sr.ª Presidente da Câmara Municipal na última Assembleia Municipal.

Esta situação levou o PSD a questionar se a população que não beneficiou deste apoio da Câmara Municipal não sofreu igualmente efeitos negativos do surto pandémico.

“Se a intenção era isentar os Mondinenses do pagamento de impostos durante o surto pandémico, o município deveria ter contactado e compensado as Juntas de Freguesia nas quais não assume a gestão direta da água, para que estas pudessem isentar a população”, sublinhou o PSD, em comunicado, no qual também se pode ler que a esta descriminação “acresce a informação prestada pelo executivo, na última Assembleia Municipal, de que não estava previsto isentar o pagamento destes impostos nos meses seguintes, precisamente os meses em que os mondinenses estiveram confinados em casa e sujeitos à redução de rendimentos”. 

O PSD Mondim de Basto termina referindo que “rejeita” esta descriminação da população e o não alargamento da isenção total ou parcial do pagamento da água, saneamento e resíduos sólidos nos meses posteriores a fevereiro. “[Rejeitamos] igualmente a forma populista como os anúncios de apoios têm sido realizados, em que o executivo, ou os seus membros, procuram tirar dividendos políticos pelo mero exercício e obrigações das responsabilidades para que foram eleitos”, defendeu o PSD.

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