Projeto “Medicamento em casa” permite salvaguardar utentes e profissionais de saúde

Graças ao novo projeto desenvolvido devido à pela COVID-19, são, aproximadamente 300 os doentes que se encontram a receber medicamentos hospitalares nas suas habitações. Esta proposta permite a diminuição de deslocações e o estabelecimento de uma ligação entre o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), 13 municípios e, ainda, os bombeiros.

Na tentativa de providenciar uma resposta às necessidades impostas pela pandemia, foi desenvolvido o projeto “Medicamento COnVIDa em casa”, por parte do CHTMAD, sediado em Vila Real, que se pretende expandir e transformar no “Medicamento em Casa”. 

Esta ação consiste na entrega de medicamentos de dispensa exclusiva hospitalar, ao domicílio. Estes medicamentos são, por norma, obtidos na farmácia hospitalar.

Assim, no âmbito da sua entrega, as autarquias ou as corporações de bombeiros são os responsáveis por fazer o seu levantamento e entregá-los aos doentes.

De momento, o protocolo já foi assinado com a Câmara do Peso da régua e as restantes autarquias com unidades hospitalares do CHTMAD: Chaves, Lamego e Vila Real.

Segundo a declaração de Hugo Moreiras à Agência Lusa, “alguns utentes manifestam receio em ir ao hospital devido à pandemia”, afirmando que esta iniciativa permite salvaguardar a saúde de todos os envolvidos bem como evitar deslocações. Comunicou que “foram entregues, por parte dos municípios, medicamentos a 80 doentes e pela corporação de bombeiros, foram entregues a 223, sendo que aderiram e beneficiaram até aqui, 50 % dos doentes e que o objetivo é atingir os 70%”.

Constatou, ainda, que, atualmente, são cerca de “9000 os doentes que levantam medicamentos na respetiva unidade hospitalar”.

Almerinda Alves, a responsável pela farmácia, referiu que este projeto possui diversas vantagens, principalmente no que toca à redução de deslocações, uma vez que estas possuem custos e, em muitos casos, leva os doentes a recorrer a familiares, obrigando-os a perder dias de trabalho. 

De momento, segundo Hugo Moreiras, “a rede abrange 13 municípios e o objetivo é que se expanda a outros concelhos da área de influência do centro hospitalar”, dado que, “embora as medidas de confinamento já tenham sido reduzidas”, tencionam manter o projeto.O administrador hospitalar revelou também que a “pandemia criou esta oportunidade porque implicou uma mudança, uma reorganização dos serviços farmacêuticos e melhorias para todos, para os doentes, Covid e não Covid, que puderam receber os medicamentos em casa”, destacando a relevância deste projeto no distrito de Vila Real.

Fonte: Agência Lusa

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