PJ deteve 52 pessoas no âmbito da “Operação Ibéria”

Ontem, a Polícia Judiciária (PJ), desencadeou a “Operação Ibéria “, no âmbito do inquérito dirigido pelo Ministério Público – DIAP do Porto, em várias localidades do norte do País, tendo sido realizadas cerca de duas centenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias e detidos 50 homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 27 e os 80 anos, suspeitos da autoria dos crimes de tráfico e mediação de armas, detenção de arma proibida, tráfico de estupefacientes e corrupção.

António Trogano, coordenador da PJ de Vila Real, salientou que a Polícia Judiciária “tem uma grande preocupação relativamente a este tipo de criminalidade, dado que tem um caráter altamente perigoso e danoso para a sociedade”, dado que “alimenta a criminalidade chamada violenta ou altamente organizada, dispondo da logística adequada, as armas”. “Esta logística, ao ser disponibilizada pelos traficantes no mercado negro, permite que toda a outra criminalidade se desenvolva. Se atalharmos neste tipo de criminalidade, estamos necessariamente a provocar consequências na criminalidade que esta a jusante, que são todos os crimes com recurso a armas de fogo”, salientou o coordenador da PJ vila-realense.

De realçar que esta operação, que integrou investigadores e peritos de várias Unidades da Policia Judiciária, foi o corolário de diversas investigações, desenvolvidas nos últimos meses, pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, relacionadas com o trafico ilícito de armas.

Recorde-se, ainda, que, quer no dia de ontem, quer no âmbito das diferentes investigações desenvolvidas, foram apreendidas dezenas de milhares de munições de diversos calibres, várias metralhadoras e centenas de outras armas dos mais diversos calibres (caçadeiras, carabinas, pistolas, revolveres e armas elétricas), três quilos de produto estupefaciente, milhares de euros em dinheiro e viaturas automóveis.

A Polícia Judiciária contou com a colaboração da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública.

Quanto aos detidos vão ser presentes às Autoridades Judiciárias competentes, para interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.

Menu