O assunto já foi debatido até à exaustão. Mas não é demais repisarmos algumas das razões, que estarão na origem do que se passou em Alcochete.
Até parece que foi uma novidade. Que ninguém estava à espera. É. Até parece que ninguém tinha previsto que isto acontecesse um dia.
Depois do que temos ouvido da boca de certos personagens ligados ao desporto e designadamente ao futebol; àquilo que se passa nos campos e fora deles, aos interesses em jogo; aos ordenados milionários; à lavagem de dinheiro que não deixará de se fazer nesta actividade desportiva; aos jogos de fortuna e azar que envolvem países estrangeiros, era de prever que estas cenas viessem a acontecer um dia. Foi agora.
Mas os problemas de que falamos têm origem muito remota, fora dos relvados. Tudo começa em casa das nossas famílias onde em muitas delas acabou o respeito pelos mais velhos, a educação, com a presença de palavrões, de insultos, de acusações, quantas vezes levianas e algumas com fundamento.
Depois passamos à Escola. E aqui é que está a maior tragédia dos dias que vivemos. Nas escolas ensina-se pouco e, principalmente não há respeito pelos professores, pelos funcionários e pelos colegas. Esta situação torna-se extensiva às relações entre amigos e namorados, com cena se violência doméstica, por tudo e por nada. Vem depois a televisão, a ajudar, pois não há dia em que as milhentas novelas não exibam cenas de violência e as mais variadas malfeitorias. Os garotos estão a ser deseducados desde a nascença.
Antigamente havia o serviço militar que corrigia, nem que fosse à bruta, algumas situações e alguns desvios na educação. Mas agora até isso acabou. Poucos são os que lá vão parar. Apenas os voluntários. Logo, os corrécios não põem lá os pés.
E nas Universidades bem sabemos o que se passa. Alunos que fazem praxes como se estivessem na tropa. Faltas de respeito aos professores. Cursos tirados em dez anos e mais. Os pais podem.
E as relações de trabalho nas empresas com colegas e patrões também vamos sabendo o que representam. A autoridade do patrão deixou de ser respeitada.
E as conversas que ouvimos nas ruas, e entre os jovens, com asneiras, a torto e a direito, faltas de educação em público, desrespeito pelas normas de trânsito e das regras da boa conduta e sã convivência.
Assim sendo, de que estamos à espera?
Dê-se mais autoridade ás polícias e poder aos tribunais, para se deixarem da niquice do TIR (Termo de Identidade e Residência). Sancionem-se com mão pesada os prevaricadores, os dirigentes do futebol, imponham-se regras rígidas aos meios de comunicação social que não respeitem certos princípios. Punam-se os clube se os jogadores com mão pesada. Vão ver como as coisas mudam.

1 – Litoral versus Interior. Ou antes Interior versus Litoral. A registar, finalmente, alguma coisa que mexe no sentido de melhorar a vida de quem vive ou queira ir viver para o interior.
O que se vai passar, depois da apresentação de algumas medidas para atrair pessoas e investimentos, é prematuro dizê-lo. Mas o facto de vários sectores da sociedade se terem unido em defesa do interior representa alguma coisa. Regista-se o empenho e a presença do autarca de Vila Real, Rui Santos na fundação deste movimento, juntamente com o autarca da Guarda.

2 – Monsenhor Ângelo do Carmo Minhava. Não me parece que haja alguém, em Vila Real, que possa ficar indiferente à homenagem, justa, que lhe foi prestada com a colocação do seu busto no Largo de igreja de Nossa Senhora da Conceição. Mons. Minhava foi uma figura ímpar da nossa diocese e distrito. Não vale a pena realçar as suas qualidades e os seus dotes que, revelou ao longo da sua vida, nas mais diferentes áreas, desde a cultura, à música, ao teatro, à poesia, prosa e acima de tudo no ensino.

3 – Cuidados Paliativos. De forma espúria, pois ninguém falou neste assunto durante a campanha eleitoral, nem há nada que justifique esta urgência, a extrema esquerda que apoia este Governo com o acordo do PS resolveu discutir e eventualmente dar início ao processo de legislar sobre a eutanásia. O eugenismo tão criticado a Hitler, está a caminho. Será, eventualmente, um homicídio a pedido – dizem – mas não deixa de cheirar a eugenismo. A nossa sociedade está a ir por um muito mau caminho.

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