Periscópio: Rio, rua

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A votação sobre a ausência de punição para quem ajude outrem a morrer, o chamado suícidio assistido ou, vulgarmente, eutanásia já teve lugar com a rejeição das propostas dos partidos da extrema-esquerda e do Partido Socialista. Não perceberam que ainda não havia chegado a altura. Levaram uma banhada. E a esquerda não está habituada a isso. Não vou aqui escrever sobre os motivos porque sou contra. Sou contra pelas mesmas razões pelas quais a maioria do povo português, deputados incluídos, e mormente os do PCP, são contra: retrocesso civilizacional, desumanidade, inconstitucional, não foi assunto debatido em campanha (e sabe-se o porquê, os partidos que foram por esse caminho irão perder votos, por isso não será nunca assunto para qualquer campanha). Também não teremos nunca um referendo sobre este tema porque a esquerda sabe que perderá mais uma vez.

O que eles vão fazer é esquecer o assunto até terem uma maioria mais confortável na Assembleia e tentarem de novo a aprovação.

Mas vejamos alguns aspectos que interessa analisar, mesmo depois da votação e da derrota do sim. A sociedade caminha para a destruição. Este é o caminho, que começou há muito com  a legalização do aborto. E também a legalização do consumo das drogas. Parece que vem aí a legalização da prostituição. Ou seja, quando quem nos governa acha que não consegue resolver um problema, legaliza os factos que estão na sua origem. É muito fácil e agrada a uns quantos. E, na sociedade amorfa em que vivemos, aos outros pouco interessa. Não quero saber se uma meia dúzia acha que quer morrer assim ou assado. O problema vem a seguir com a abertura da porta ao eugenismo que tanto criticaram em Hitler. Isto está a acontecer na Bélgica e noutros países. Ninguém fala nisso, mas é verdade. E, como li algures, será verdade que cada um pode fazer da sua vida ou do seu corpo o que bem lhe apetece? Os outros não contam? Porque choramos pelos familiares e amigos que morrem? Não conheço ninguém que tenha pedido a morte. As pessoas, mesmo a sofrer, pedem é que as curem, que as ajudem. Isso é que tem de ser feito.

Depois, falam em votar em consciência, por parte dos deputados. No PS, Costa defendeu o voto no sim, o que, segundo li, influenciou alguns deputados a votar sim.

Já Rio, que também votaria sim, também segundo li, tentou contrariar as pressões para os deputados do PSD votarem contra. E Rio disse na RTP que fez um esforço enorme para dar liberdade de voto aos deputados, porque tinha um impulso muito grande para defender o sim. Está a levar porrada da grossa de elementos preponderantes do PSD.

Ora, com tudo isto, fica mais uma vez provado que os deputados nem em temas que tenham a ver com a sua consciência são verdadeiramente independentes ou seja, não têm vontade nem consciência própria. Precisam ou sujeitam-se a que no momento próprio alguém lhes diga o que devem fazer. Portanto, quanto a votar em consciência estamos falados. Pelos vistos há deputados que votam contra aquilo que a sua consciência lhes diz, porque assim lho disseram ou se deixam influenciar. Não se pode desagradar ao chefe, senão…! E sabemos também quantos têm as suas consciências mal formadas.

E mais ainda: se os deputados são os nossos representantes, como é que eles sabem o que nos dita a nossa consciência? Eu não mandatei quem quer que fosse para votar por mim acerca daquilo que penso sobre a eutanásia.

Hoje, as pessoas não sabem e não querem sofrer e a generalidade da esquerda que o diga, quando acha, entre outras coisas, que a escola deve ser um recreio permanente, quando defende uma cultura de indigência e ausência de exigência e indisciplina. Isto é o sofrimento e a morte a vencerem a vida, a vencer a humanidade e a sociedade, como aconteceu com o aborto, a legalização do consumo da droga e vai certamente acontecer com a prostituição. E, neste caso, esquece-se a exploração sexual das mulheres. Uma vergonha! Tudo constitui um retrocesso, após tanta luta contra a doença e os demais males que atormentam a nossa sociedade. Mas tudo a esquerda e quejandos aprova, em nome da modernidade, pois ao contrário, os animais são elevados acima dos humanos. Proíbem-se até as garraiadas porque os jovens brincam com os vitelos. Assim se engana, perdão, se toureia o povo.

A esquerda vai voltar à carga. Logo veremos o que acontece. Tenham juízo!

E Rui Rio que se cuide. Por mim pode contar com uns quantos votos a menos nas próximas eleições.

1 – Uma pequena nota sobre a manifestação dos ditos gays, na Praça do Município, em Vila Real, como que a provocar as gentes pacatas de Trás-os-Montes. Pessoas de fora, estranhos, que ninguém alguma vez tinha visto, a exibirem a sua anormalidade natural, com a qual temos de viver, mas sem exibições parvas e despropositadas de quem se julga superior aos outros, os heterossexuais. Se querem ser respeitados, dêem-se ao respeito.

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