Onde isto já vai!

Isto de alguém achar que é mais do que os outros, tem muito que se lhe diga.

Estamos habituados a encontrar pessoas que se julgam mais importantes do que ninguém, que pensa que pode fazer o que bem entende, dizer o que lhe vai na real gana e comportar-se como se estivesse acima da lei. Há até quem faça leis a seu gosto ou vire a lei a seu favor, conforme as conveniências. E isto acontece mais vezes do que pensamos. Encontramos gente dessa em qualquer meio e em todo o tipo de instituições.

Trata-se de pessoas que podem nem ser as mais competentes, mas na sua ideia são os maiores do mundo e têm direito a que todas as atenções recaiam sobre a sua pessoa.

Não cometem erros e, quando erram, demoram a reconhecer os erros, quando os chegam a reconhecer, pois muitas vezes, armam-se em vítimas e ainda querem que os demais lhes peçam desculpa pelas asneiras do que dizem e pelos actos criticáveis que praticam.

Adiante. Vamos ao assunto sobre o qual entendi escrever nesta semana.

Apareceram vários partidos nos últimos anos que vieram quebrar a monotonia de termos pouco por onde escolher na hora de depositar o voto nas urnas. A abstenção foi aumentando por diversas razões, mas uma delas, digo eu, residia exactamente no facto de muitos portuguese já não se reverem, pelas mais diversas razões, em nenhum dos partidos tradicionais que apareceram a seguir a golpe de Estado de 25 de Abril de 1974.

Nas últimas eleições tivemos mais três partidos a eleger deputados: O Chega, o Iniciativa Liberal e o Livre. Este ficou sem a sua deputada por manifesto lapso de casting. Os demais já se estrearam nas últimas eleições nos Açores com resultados positivos.

Mas quer o CHEGA quer o Iniciativa Liberal ainda não encontraram o seu espaço ideológico, porque também ainda não se percebeu muito bem ao que vêm. De uma maneira especial o CHEGA, apesar do tonitruante líder, André Ventura.

A verdade é que, descontentes com o CDS, com o PSD e até alguns dos partidos da esquerda e estrema esquerda – Sim! Podem ter a certeza que o CHEGA vai buscar votos a essa área! – este novo partido tem vindo a subir nas sondagens. Os portugueses, fartos de ouvirem apenas dizer aos dirigentes partidários o que é politicamente correcto e a porem em prática políticas dentro do trivial, sem se preocuparem com as reformas surgentes que vão adiando desde sempre, com medo de perderem votos, estão a virar-se para os partidos novos e designadamente para o CHEGA

Disto não gosta nenhum dos partidos institucionais e mormente os da esquerda. Daí que digam à boca cheia que o CHEGA é xenófobo, racista e reaccionário. Como se isso fosse verdade e um dado adquirido, só porque o dizem. Ainda não se viu nada que os dirigentes do CHEGA tenham feito que comprove tal afirmação.

Mas já há gente assustada com as tiradas de Ventura e o crescimento que se adivinha nas próximas eleições legislativas e autárquicas e a boa prestação do seu líder nas presidenciais de Janeiro.

Há dirigentes partidários de tal maneira acagaçados que, além dos vários epítetos com os quais mimoseiam Ventura e o CHEGA, falam na possibilidade de tentarem a ilegalização deste partido.

Como se isso fosse fácil. Como se justificasse. Como se fosse útil ao país. Como se fossem eles a decidir e como se as pessoas que votaram e votarão no CHEGA se calassem.

Um desses agoirentos foi o Presidente da Câmara de Lisboa, talvez julgando-se um dos donos da democracia, da liberdade e da Constituição, pertencente, como pertence, à esquerda bem-pensante e defensora do politicamente correcto, que nos explora, devora e mente a cada passo.

Deixem-se disso! Não imaginam o que isso poderia originar. Trabalhem para que o CHEGA não aumente o seu número de deputados, façam as reformas que o povo anseia há muito, sem medo de perderem votos. Porque o PS e o PSD e o CDS e, já agora, o PCP e o BE são os principais responsáveis pelo aparecimento e crescimento do CHEGA. Respeitem as instituições e os seus dirigentes, sejam independentes nas nomeações para os altos cargos públicos, dêem autoridade às forças de segurança, ponham a Justiça a funcionar e respeitem as Forças Armadas. Verão que nem o CHEGA nem André Ventura passam de fogo-fátuo.

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