Obras na Avenida Carvalho Araújo dividem opiniões

A intervenção na Avenida Carvalho Araújo, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Vila Real, teve início no passado dia 6 de janeiro com o corte das árvores. Um começo que “chocou” os cidadãos de Vila Real, que se mostraram muito revoltados nas redes sociais.

Na publicação da notícia, os comentários que mais sobressaíram classificaram esta intervenção de vergonhosa, triste, assassinato, crime, perda de identidade, entre outros. Nos dias seguintes, a revolta continuou nas redes sociais e o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, tentou acalmar os vila-realenses, respondendo a alguns comentários, explicando qual seria o resultado final. Para além disso, foi ainda criado um jogo, já não disponível on-line, em que se tinha de impedir um “avatar” do presidente da câmara de chegar até às árvores. 

O Notícias de Vila Real (NVR), ao saber deste descontentamento, contactou sete comerciantes da zona envolvente, a fim de conhecer a sua opinião sobre as obras, uma vez que são os primeiros a sentir o impacto das mesmas nos seus negócios. Destes, apenas dois acederam a prestar-nos declarações. 

Francisco Valente, da Sport Bila, confessou que as obras deviam ser feitas, mas que, infelizmente, ao nível do negócio, vão trazer problemas. “Primeiro, temos de olhar para a forma como estava a avenida. A intervenção devia ser feita, porque aquele espaço não podia ficar como estava, o lado negativo é que esta obra vem trazer problemas, porque vai haver menos estacionamento”, frisou o comerciante, acrescentando que o presidente da Câmara, aquando duma reunião com os comerciantes, se mostrou disponível para minimizar os problemas. Contudo, Francisco Valente terá de fazer frente às adversidades, para estar pronto para “os dias melhores”.

Do outro lado da Avenida, José Cardoso, do Talho Avenida, também afirmou estar preocupado com o seu negócio, contudo compreende que as obras tenham de ser feitas. “A Avenida vai ficar bonita. Esta intervenção é normal, isto tem de ser renovado. Vai é ser mais complicado no negócio, desde que as obras começaram sinto que não vendo tanto e penso que se vai agravar, mas pode ser que, no futuro, recupere”, declarou. 

De recordar que esta intervenção está incluída no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) que consiste num investimento global de 17,2 milhões de euros, dos quais 75% têm por base fundos comunitários, e que prevê estar terminado em 2022. 

Para a intervenção na Avenida Carvalho Araújo estão previstos cerca de 1,9 milhões de euros, para a “devolver” aos peões. 

CR

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