Ninguém está preparado!!!

O futuro caiu em cima de nós com estrondo.

Ainda Portugal não estava refeito dos terríveis incêndios de anos passados e já tinha conseguido equilibrar o défice, a economia crescia, o turismo afirmava-se, quando, sem que nada o fizesse prever, uma hecatombe medonha e desconhecida nos invade e tolhe: Chama-se “Corona Vírus…Uma pandemia!

Nada será como dantes!Sabemos, Vivemos, hoje, em isolamento social, em quarentena, em “estado de emergência” não se vislumbrando o dia em que poderemos, novamente, retomar os “nossos dias “…

Parece-nos longe e quase irreal o tempo em que a emergência climática, a luta contra a desertificação, o desordenamento, a falta de recursos, a quantidade e qualidade da água ou do ar eram as nossas prioridades.

Hoje somos confrontados, a cada hora que passa, com a Emergência Global de combater um vírus… Como conseguir compreender que algo sem pernas, sem braços, invisível aos nossos olhos, algo que não sentimos nos coloca a todos, novos, velhos, homens e mulheres, ocidentais e orientais em isolamento social. Estar em casa é a única forma de o travar, de o derrotar. Estranha arma esta que nos deram para combater!

Estamos, pois, em Estado de Emergência! Numa guerra em que ninguém fica de fora. Ninguém pode auto-excluir-se. A resposta é pessoal e coletiva. Nunca, como agora, a Saúde Pública, esteve tão presente nas nossas vidas que “lavamos” as mãos quase, paranoicamente, a cada hora e pensamos como será o futuro!…

Será tempo de parar para reequacionar os nossos modos de vida, de trabalho, de consumo… será tempo de introduzir novas variáveis, novos modelos, novos atores, peritos e especialistas. No horizonte próximo adivinham-se dificuldades sérias. Não só, económica, mas socialmente. Teremos de olhar para esse ”Novo Mundo” com novos olhos…com o sentido de que todos os dias serão de aprendizagem a novas realidades, conceitos e instrumentos. Seremos de novo alunos… É uma matéria que desconhecemos…

Há esperança? Sim, há! Vamos, seguramente, ver a luz ao fundo do túnel…? Sim, vamos com o empenho de todos e, quando formos convocados a ajudar a retomar a “nossa vida”…temos de dizer PRESENTE, para que as nossas gentes, as nossas crianças possam ter um País que soube junto ganhar a guerra…

Por: Ricardo Magalhães

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