Luís Ramos quer perceber qual a preparação das escolas para receber os alunos

Luís Ramos, deputado do PSD à Assembleia da República, visitou, esta terça-feira, a Escola Secundária de S. Pedro, acompanhando os membros da comissão política da secção de Vila Real, com o objetivo de “perceber qual é o estado de preparação para receber os alunos”. Após esta visita, Luís Ramos referiu que a situação que observou “ não é muito diferente do país, pelo bom e pelo mau”, uma vez que a escola também enfrenta vários problemas relativamente à falta de assistentes operacionais, à ausência dos professores de risco, à adaptação dos transportes e, também, à organização das refeições. 

No que diz respeito à falta de assistentes operacionais, o deputado do PSD realçou que “é surpreendente que, abrindo a escola esta semana, os funcionários não estejam na escola com a devida formação”. “Reparem que, para além das tarefas de higienização que são necessárias depois de cada aula, nos espaços comuns, etc., os funcionários são também são fundamentais para garantir o respeito do conjunto de regras muito exigentes (…). Tudo isso exige assistentes e funcionários para poderem acompanhar e, sobretudo, garantir que essas condições são cumpridas”, declarou Luís ramos, acrescentando que esta falha, neste caso, é da responsabilidade, da Câmara Municipal de Vila Real e, noutros casos, do governo que não garante esses funcionários. 

Professores de risco não vão poder acompanhar as aulas 

Outro problema que, segundo o deputado, as escolas estão a enfrentar está relacionado com os avisos tardios pela parte do Governo. De facto, só na passada sexta-feira é que ficaram a saber que não poderiam contar com os professores de risco. “Um professor de risco vai ter de seguir as tramitações e os processos habituais, fica um mês em casa e, ao fim desse mês, fica sem receber. Isto, para além da violência que significa relativamente aos docentes, coloca um problema adicional, uma vez que muito embora o Governo diga que vai ser possível substituir professores numa semana, nós duvidamos, (…) pois, o problema é que, em mutas áreas, não há professores” sublinhou. 

Além desta preocupação, Luís Ramos levantou outro problema: a falta de computadores. O deputado relembrou que, em abril, o Primeiro Ministro disse, no parlamento, que, no início deste ano iria haver uma grande revolução, dado que todos os alunos, sem exceção, iriam ter acesso a computadores. Porém, após questionar a diretora da escola, confirmou que “não há sinais desses computadores”.

Por fim, Luís Ramos disse que, relativamente aos transportes, “o município tem de reorganizar os transportes da melhor forma para cumprir a orientação da DGS”, uma vez que só podem circular com uma parte dos alunos, e “têm de ter condições para poder responder aos turnos de entrada e saída dos alunos”. “Eu julgo que todos nós queremos que as escolas funcionem, porque não só temos a noção de que  a escola à distância não é solução, do ponto de vista da saúde mental dos alunos, da sua aprendizagem; da inclusão e do ponto de vista económico e social. Porém, sabemos que, para as escolas funcionarem têm de garantir segurança e isso depende da forma como esta gestão vai ser feita”, concluiu Luís Ramos, fazendo um apelo para que, “rapidamente, dotem as escolas dos meios necessários”, caso contrário este será “um ano perdido”. 

Menu