Incêndio consumiu mais de 50 hectares de floresta em Boticas

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Um incêndio florestal que deflagrou esta madrugada, junto à povoação de Cerdedo, no Concelho de Boticas, e que ainda se encontra ativo, embora circunscrito, já consumiu mais de 50 hectares de floresta, em particular de pinheiro bravo e pinheiro de riga. A combater o incêndio ao início da manhã encontravam-se 42 bombeiros, apoiados por 13 viaturas terrestres e 2 meios aéreos.

Quando os Bombeiros receberam o alerta e se deslocaram para o local, cerca das 3h00 da manhã, já tinham sido consumidos pelas chamas perto de 20 hectares de floresta.

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, manifesta a sua preocupação face a uma ocorrência desta dimensão completamente fora de época, o que dificulta o combate. “Estamos muito preocupados porque existe a indicação do IPMA de temperaturas muito elevadas para esta altura do ano, mas como estamos fora da época de incêndios florestais o dispositivo não é reforçado, o que dificulta e condiciona o combate aos incêndios florestais. Os Postos de Vigia não estão a funcionar, já que os vigilantes ainda aí não foram colocados, traduzindo-se em alertas de incêndio muito tardios e numa altura em que os fogos já estão consolidados e já atingiram grandes dimensões. O Governo continua completamente alheio a esta realidade e preocupa-se apenas em avançar com alterações à estrutura da Proteção Civil e os meios no terreno para prevenção e combate não são reforçados. Com isto, compromete-se a segurança das populações, a defesa dos seus bens e a sua fonte de subsistência. O Governo deve entender, de uma vez por todas, que as condições climatéricas estão completamente alteradas e a época de incêndios florestais não pode ser definida por portaria ministerial. Os meios de prevenção e combate a esta calamidade dos fogos florestais devem estar permanentemente disponíveis para poderem ser dirigidos, de forma célere e eficaz para o teatro das operações, garantindo a defesa das populações e a preservação dos nossos recursos naturais.”

“Temos razões muito sérias para estarmos apreensivos e para temermos o que 2019 nos trará em termos de incêndios florestais. Infelizmente, esta é uma pequena amostra do que nos espera se não forem disponibilizados rapidamente os meios necessários. Por este caminho, arriscamo-nos a que quando entrar a época de incêndios florestais já pouco reste para arder”, remata o Presidente da Câmara.

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