No passado dia 01 de Setembro no XXXII Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, a Filandorra – Teatro do Nordeste deu início à nova temporada com o lançamento público do projecto “O Teatro e as Serras – Pólo de Criação da Serra do Barroso”, um dos vencedores da primeira edição do Orçamento Participativo de Portugal (OPP) na área da cultura/região norte.

A implementar nos concelhos de Montalegre e Boticas, territórios que circundam a Serra do Barroso, este projecto consiste na adaptação ao palco dos contos “proibidos” da tradição oral das terras dos Barroso, que Bento da Cruz escutou em criança de contadores de craveira como João do Gervaz de Vila da Ponte ou de Manuel da Inácia de Negrões, e que reproduziu na obra Histórias da Vermelhinha, numa espécie de “viagem” pelo mundo rural do tempo dos nossos avós quando vestiam de linho no Verão e de burel no Inverno e eram o esteio do ensino dos mais novos.

Na sala de congressos de Vilar de Perdizes, a Filandorra apresentou alguns dos contos que vai adaptar ao palco, nomeadamente Ai minha falecida que mo trazia quentinho à cama, Fumo Afrodisíaco, O criado e o Pentelho, entre outros, numa apresentação que cativou e mereceu os mais rasgados elogios de toda a plateia. A estreia nacional de Histórias da Vermelhinha, a decorrer em Montalegre, está agendada para 22 de Fevereiro de 2019, dia que assinala o nascimento do escritor barrosão.

Com a coordenação global da Direção Regional de Cultura do Norte, a implementação deste projecto na Serra do Barroso é da responsabilidade da Filandorra e conta com as parcerias dos Municípios de Montalegre e Boticas, do Ecomuseu de Montalegre, das Bibliotecas Municipais de Montalegre e Boticas, dos Agrupamentos de Escolas, da Academia de Letras de Trás-os-Montes, entre outras entidades, com o intuito de promover a interação e participação das comunidades locais na construção dramatúrgica do espectáculo.

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