Festivais literários

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Primeiro eram os encontros de escritores e jornalistas aqui e além. Depois nasceram as «correntes de escrita» e similares. Penafiel e Póvoa de Varzim foram-se celebrizando, perto de nós. Mas podemos acrescentar Guimarães Quase a par geraram-se os festivais literários. Estas iniciativas que convocam escritores «de elite», arrastam também um público interessado em ver os rostos daqueles que costumam ler e em ouvir algo de novo, às vezes, de extraordinário, o que nem sempre acontece, pois nem sempre da boca dos famosos saem maravilhas, mas palavras voláteis, porque, frequentemente, de um mundo inexistente.
Os festivais literários estão a conquistar Trás-os-Montes. Citemos Chaves (Festa da Literatura), Bragança e Sabrosa.
A Sabrosa e S. Martinho de Anta (Espaço Miguel Torga) vieram os tais escritores «lisboetas» para darem brilho ao certame, mas também do Porto e de Vila do Conde, por exemplo, entre outros, que interagiram com os vários auditórios, incluindo o escolar, muito animado e interessado.
O IV Festival Literário de Bragança, sob o lema “Cultura, território e identidade”, durou oito dias (!) e trouxe à cidade muitas figuras do espectáculo, da ciência e, obviamente, da literatura. Foi um festival para vários públicos e várias gerações, incluindo alunos dos vários estabelecimentos de ensino. A Academia de Letras de Trás-os-Montes foi parceira neste «festival». Como tal levou a Bragança autores, seus associados, de várias origens: Montalegre, Alfandega da Fé, Mirandela, Vila Real, etc. Sempre com a presença da vereadora da Cultura, os autores, que se fizeram representar, puderam falar do seu trabalho e da última obra publicada, eventualmente já apresentada na terra de origem. No último dia deste festival foi apresentado o livro “Gentes e Lugares, contos e contos de autores transmontanos”, que teve a participação de 36 autores. Ora aqui estão bons exemplos que outros organismos podem seguir, abrindo horizontes…