A Câmara Municipal de Vila Real opõe-se ao encerramento anunciado do balcão de Alves Roçadas da Caixa Geral de Depósitos. Numa proposta aprovada em Reunião de Câmara, no passado dia 17 de junho, a autarquia deliberou comunicar à administração do banco que “não aceita o encerramento”, estando solidária com os municípios igualmente afetados, e que “transferirá os seus saldos para outras instituições bancárias”, caso o encerramento se verifique.

“Sendo a CGD pública e tendo tido durante décadas uma relação privilegiada com o setor Estado, não pode desvincular-se da sua função de proximidade com as populações e de garantia da existência de serviços bancários, mesmo em territórios menos populosos, mais periféricos e menos financeiramente atrativos”, referiu a autarquia, acrescentando que “as razões economicistas que ditam esta nova estratégia de abandono territorial não são compatíveis com a sua responsabilidade social”.

A Câmara Municipal deliberou, por isso, “informar o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos de que não aceita o encerramento do balcão de Alves Roçadas e que está solidária com todos os Municípios, nomeadamente os do interior, em que a CGD se prepara para encerrar balcões”.

Acrescentou ainda, na proposta aprovada, que “no caso de a CGD optar por ignorar esta tomada de posição do Município e mantiver a intenção do encerramento do balcão Alves Roçadas, o Município de Vila Real transferirá os seus saldos para outras instituições bancárias, mostrando desta forma o desagrado pelo tratamento e consideração que a CGD demonstra pelo nosso território”.