E agora?

Por: AF Caseiro Marques

1 – CHORAR OS MORTOS. E agora Marcelo? Bastará cuidar dos vivos como ouvi no passado Domingo?

E agora, António Costa? Estará tudo bem na política nacional, na Constituição, naS leis e no seu cumprimento por todos? Todos, incluindo os políticos?

O que Tendes, ambos, a dizer à tragédia eu está a acontecer?

Passaram As eleições. O que pensais fazer, agora que os votos já não vos devem preocupar? Isso apenas regressará lá para o final do ano. Porque tudo tem a ver com os votos.

Marcelo, estás a ver no que deu a política dos beijos e abraços, que eu sempre critiquei desde o primeiro dia? Mas era assim que Costa queria. Um Presidente fofinho, com agora se diz. Que o deixasse andar à vontade. Tão à vontade que até foi Costa que o lançou para o segundo mandato. E Marcelo acolheu o apoio de braços abertos, porque queria um segundo mandato e se possível com maior número de votos do que Mário soares. Não há como disfarçar esse desejo.

Não tendes nada a dizer sobre o número de mortos diários, como nunca se registou em Portugal? Nem uma palavra de pesar, de desculpas pelas asneiras e pelos erros cometidos na gestão da pandemia? Achem mesmo, ambos, que fizeram tudo bem? E que a culpa foi das pessoas que não cumpriram o confinamento? Ou dos líderes fracos, necessitados de votos e de lugar seguro na vida política?

Que líderes sois vós? Ambos. Marcelo e Costa que têm medo tomar medidas drásticas, bem pensadas, reflectidas e eficientes, sem pensar nos votos, mas apenas no bem dos portugueses?

2 – RESULTADOS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS. Pergunto-me se os nossos políticos entenderam o que se passou. Os que andaram e os que ainda andam na política. E também os comentadores.

No Domingo passado, à noite, no rescaldo das análises aos resultados das eleições, ouvi a mais do que um comentador que o grande problema será a resposta a dar ao André Ventura. Nem é ao CHEGA, partido a que preside o Ventura.

Quanto estão errados. Políticos e comentadores. Insistem nos mesmos erros que levaram a que Ventura tivesse a votação que teve. Muito acima do que diziam as sondagens, como eu aqui previ anteriormente.

Continuam, cegamente, a pensar, porque lhes convém, porque é politicamente correcto, a não reconhecer que o problema não está no André Ventura. Até nem está no CHEGA. Sabem muito bem que nem um nem outro existiriam no nosso espectro político se quem tem estado à frente dos partidos do regime, do sistema que nos tem afundado em todos os aspectos, estivesse atento ao que se vai passando e, como lhes competia, fizessem em cada momento a análise da situação e introduzissem as reformas que são necessárias e que têm adiado sucessivamente ao longo de décadas. Tudo em defesa dos seus interesses particulares e partidários. Para não perderem o poder e os seus privilégios.

Daí que aquilo que deve preocupar o PS, o PSD, os políticos que neles militam e deles se servem e os comentadores, que na maioria já por lá passaram ou ainda para lá debitam opiniões, é o número astronómico de portugueses que não se revê naqueles partidos, nas suas práticas e nos políticos que os têm dirigido. Esse é que é o problema do actual sistema político. Porque se nada fizerem, este número, quase meio milhão de portugueses, vai crescer exponencialmente de eleição para eleição.

Meditem sobre as razões pelas quais um partido com dois anos cresce de 1,9% para 12% dos eleitores. E não cresceu mais, porque Ventura ainda é muito novo, tem de aprender muito, apesar de ser muito inteligente, e cometeu alguns erros. E, por isso, houve pessoas que tinham intenção de votar nele e à boca das urnas votaram em Marcelo.

3 – ANA GOMES. A derrotada da noite. Pensava que iria a uma segunda volta, o que seria uma tragédia para o país, pois corria-se o risco de ela ganhar e vir a ocupar a cadeira de Belém, transformando Portugal numa Venezuela.

4 – MARISA MATIAS. A segunda perdedora nestas eleições, juntamente com o Bloco de Esquerda. Quando já nada se tem para mostrar ou apresentar, sem ideias é o que dá. Catarina, fina, ausentou-se o mais que pôde, sabendo o que aí vinha. É o início do fim do BE.

5 – COVID. Fica para a história a declaração de Marcelo, segundo o qual “vai ser demolidor” para o futuro dos jovens parar o ano lectivo. O homem tinha de dizer alguma coisa. Disse asneira. Daqui a quatro ou cinco anos, que diferença fará para às nossas crianças terem estado um mês ou mesmo um ano sem aulas presencias. Erro foi não terem posto as crianças em aulas pela net.

6 – EUTANÁSIA. Aprovada à socapa na Assembleia com a abstenção do PSD – convém registar, sem medo. Agora vai ser aprovada na especialidade no segredo de uma comissão.

7 – RÙSSIA. Por acaso, alguém ouvi a esquerda berrar por causa da detenção de milhares de manifestantes na sequência da prisão e Navlny, o opositor de Putin?

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