Dirigentes indignados com fim do comboio turístico e redução do comboio histórico

Depois de anunciar o fim do comboio Miradouro, a CP declarou que as viagens do comboio histórico serão reduzidas para metade, passando o mesmo a funcionar apenas aos sábados. Uma situação que inquieta os autarcas.
A presidente da Junta de Freguesia do Pinhão, Sandra Moutinho, não entendeu esta decisão e demonstrou a sua preocupação para o futuro da região e dos comerciantes: “É através desta ferrovia que nos chegam muitos turistas, os comboios estão sempre superlotados. Para os comerciantes, isso é muito mau porque, quando houve uma redução dos comboios, os trabalhadores e os empresários sentiram bem isso. Foi desastroso comparativamente aos anos anteriores”, explicou, acrescentando que ainda acredita que a CP vai ponderar a questão e compensar esta falta com outros comboios regulares.
José Manuel Gonçalves, presidente da Câmara Municipal do Peso da Régua, disse estar “profundamente indignado” com esta situação que considera inaceitável. Para o autarca, esta posição, que a CP justifica com uma fraca rentabilidade económica, não é plausível, pois, segundo ele, esta linha não é a única a não ser rentável para o país, no entanto, contrariamente às outras, vai sofrer consequências: “Se vamos para a questão da rentabilidade eu tenho de desafiar a CP a verificar todas as linhas que tem no país e a eliminar todas aquelas que dão prejuízo. Assim, nós tínhamos de começar pela Carris, pelo Metro e pelas grandes linhas dos grandes centros, pois sabemos bem aquilo que elas contribuíram para o défice. Portanto, se essas também não têm rentabilidade, temos de as eliminar. Não podemos ter dois pesos e duas medidas”, argumentou José Gonçalves.

Notícia completa na edição nº 662, já nas bancas.

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