Da Europa para as europas


Por: Aladino

 Não tenhamos ilusões. Apesar do optimismo institucional adrede apregoado por alguns aos sete ventos, a nossa economia, atrever-me-ei a afirmar que toda a nossa vida pública, sem qualquer máscara que lhe valha, calcorreia, coxa e relha, as ruas da amargura.

E já não há propaganda, que cubra a nudez do rei. Oxalá que me engane, mas daqui a alguns meses veremos. E não me refiro apenas a este velho rincão à beira dos calhaus plantado com algum sal marinho a banhar-lhe os pés.

E, assim sendo, nem sequer é necessário recorrer às vísceras de qualquer animal esotérico para diagnosticar uma realidade que se nos afigura cada vez mais próxima. 

É que, está à vista de quem quer ver ou ler, até a Europa unida passou a ficção com uns países a quererem uma coisa e outros o seu contrário, numa vergonhosa falta de pudor e de respeito por aqueles que sonharam um unidade das pátrias de mãos dadas.

Estou certo que os egoísmos parcelares hão-de vencer e, a Europa, a prazo, não passará de uma mal amanhada manta de retalhos a caminho da desagregação para gaudio dos lobos esfaimados que, de fauces arreganhadas esperam o seu fim para, depois, com alguns conluios intestinos, disputarem e dividirem os despojos.

E, os pequeninos como nós, lá seguirão o seu destino até à toca de um dente maltratado de uma qualquer fera mais finória e de maior poder.

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