Coronavírus em Lar de Vila Real: Rui Santos alerta para situação “dramática”


O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real alertou, esta noite, para a situação “dramática” que está a decorrer no Lar da Nossa Senhora das Dores e pediu ao Governo uma resolução “urgente”, que passa pela retirada de utentes e funcionários. No total e até a data, 13 utentes e 7 funcionários estão infetados com o novo Coronavírus. No entanto, o número de infetados pode subir nas próximas horas.

Após uma reunião do Executivo Municipal e da Proteção Civil, Rui Santos declarou que o Município irá enviar uma missiva ao gabinete da Ministra da Saúde, na qual explicará a preocupação da autarquia relativamente aos casos registados no Lar e à necessidade de “rapidamente” entrar uma equipa de enfermagem para apoiar tanto utentes como funcionários. “Há utentes que necessitam de medicação e de cuidados e não há nenhum enfermeiro”, explicou o autarca vila-realense, alertando para a necessidade de retirar os utentes que, possivelmente, seriam transferidos para o Hospital Militar do Porto.

Rui Santos também se mostrou preocupado com os 13 funcionários que são responsáveis pelos cuidados dos 60 utentes do Lar. Segundo o autarca, os mesmos estão exaustos e precisam de ser substituídos, contudo “não há ninguém com equipamento em condições para entrar neste espaço e substituí-los”. “Peço ao Estado que atenda à nossa situação e venha socorrer, rapidamente, estas pessoas”, disse.

Procurando uma solução, o Município contactou o INEM que, segundo o autarca, “diz não poder intervir”, justificando com a existência de uma rede de enfermeiros, ligados à Segurança Social, direcionada para este tipo de situações. Depois de contactada, a Segurança Social disse, por sua vez, que desconhece essa rede de enfermeiros.

Uma situação que Rui Santos classificou como “incompreensível”. “A situação é demasiado grave para estarem todos a empurrar responsabilidades de um lado para outro. É uma situação de emergência. Que tem responsabilidade tem que agir rapidamente. A autarquia e os serviços de Proteção Civil Municipal estão disponíveis, mas só podemos fazer o que nos é possível”, frisou o autarca.

No final da conferência, algumas funcionárias do Lar da Nossa Senhora das Dores vieram pedir ajuda à janela, aproveitando a presença do autarca. Foi pedido a Rui Santos que fizesse tudo o que estivesse ao seu alcance e que os utentes idosos, que “não têm ninguém”, não fossem esquecidos. “Faça tudo o que pode, nós pagamos os testes se for preciso”, pôde ouvir-se entre as queixas de exaustão e desespero.

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