Coesão – Novos desafios, novos planos

Por: Ricardo Magalhães

Temos pela frente uma guerra desigual. Que vai exigir a todos: Vontade, Determinação, Inteligência e Conhecimento. Estejamos cientes que para ultrapassarmos a atual crise se torna imprescindível pormo-nos todos de acordo com os novos sistemas, redes e mercados pois serão eles que doravante vão pautar a nossa vida.

Vamos ter que repensar o Mundo…tal como o conhecemos hoje!

Está, pois, claro para todos que a Mudança que se adivinha no tempo e no espaço, a forma como se vai executar passo-a -passo, no fundo, a Transição só vai ser possível através dos Planos de Relançamento que estão já a ser estudados e de onde podemos esperar novos modelos de produção, novos modelos de negócios, novas formas de olharmos para as pessoas e espaços.

Esta crise, sem precedentes, só será vencida se, como já se referiu, conseguirmos conhecer o comportamento do vírus e ao mesmo tempo permitirmos às pessoas voltarem a uma normalidade, mesmo que esta seja nova e muito diferente.

Está bom de ver que vai ser vital colocar o Ambiente no coração do relançamento da Economia.

Não se estranhe, assim, o relevo que deve ser dado à já iniciada Renovação Energética no sector da Habitação, à melhoria em curso nos Transportes Públicos e Mobilidade, no Tratamento dos Espaços Públicos e não deixando de fora os impactos de descarbonização.

No mesmo contexto haverá que recriar condições para que o desenvolvimento da Economia Circular ao nível Local e Regional se concretize de forma mais intensa e comprometida, envolvendo  os principais  atores.

Face ao desafio, ao seu âmbito, natureza e objetivos ter-se-ão que assegurar mecanismos e instrumentos que suportem patamares crescentes de financiamento.

 Acresce que, na conjuntura atual de emergência, nos merece todo o destaque as palavras da Comissária da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira e que cito: “…a flexibilização dos auxílios estatais, à ativação da cláusula de derrogação geral do Pacto de Estabilidade e Crescimento e ao apoio direto possibilitado pela reprogramação de Fundo Europeus… “

Atente-se que para lá desta medida de política com impacto assinalável nos tecidos publico e privado tal só foi conseguido porque a operacionalidade da política de coesão, já mostra resultados. Mais, é preciso ter bem presente que, muitas vezes em tempo de crise, as fraquezas e as debilidades crescem e ganham escala e as assimetrias aprofundam-se e agravam-se.

Em termos genéricos, está bom de ver que o que se pretende é dotar o processo de maior liquidez e rapidez na resposta. Mas, sejamos claros, face aos investimentos estruturantes que se perspetivam, requer-se, um reforço claro do Fundo de   Coesão. Fundo esse que já foi decisivo no período de emergência e que, agora, terá de ganhar maior peso, seguramente.

Por último, estamos cientes que a Coesão, a Solidariedade, o Conhecimento, não se decretam no próximo “Conselho de Ministros”. Serão as práticas que nos aproximarão. Que darão sentido ao trabalho já produzido. Que darão continuidade, eficácia e flexibilidade, em conclusão teremos de continuar o trabalho que já existe.

Em síntese o Desenvolvimento e a Coesão convocam-nos a todos.

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