Celebrado Dia da Diocese de Vila Real 2020

D. António Augusto Azevedo presidiu à eucaristia, na Sé de Vila Real, e desafiou os cristãos à criatividade e solidariedade para enfrentar “tempos difíceis”, consagrando, no final, as comunidades católicas à Imaculada Conceição.

Este ano, o dia da Diocese de Vila Real foi celebrado de forma diferente, posto que, devido à pandemia da Covid-19, não se realizou a agendada peregrinação a Mesão Frio, não houve concentração de pessoas, nem bandeiras.

O encontro aconteceu em modo telemático, em rede, ao longo da semana, e teve o seu ponto central no domingo, também via rádio, com a participação dos secretariados diocesanos e movimentos presentes na diocese, bem como dos arciprestados.

Para além disso, ao longo da semana, os diversos secretariados e movimentos presentes na diocese partilharam, através de pequenos vídeos, as atividades realizadas ao longo do ano e as suas experiências em tempos de confinamento, das quais sobressaíram a criatividade e o empenhamento em tornar a Igreja mais próxima.

No domingo, dia 7, foi publicado um vídeo com a história da diocese e do Seminário e foi feito um périplo virtual pelos vários arciprestados. De tarde, teve lugar um encontro de gerações, orientado por Ricardo Pocinho, investigador na área da psicogerontologia (Coimbra), que foi transmitido pelos canais Youtube e Facebook da Diocese de Vila Real e que teve o mote “Uma visão sobre a intergeracionalidade, a vivência do presente e os desafios futuros”. “A maior riqueza que uma família pode ter é ter irmãos”, considerando que “é dos jovens que emerge a força, as novas ideias, a predisposição para a mudança”, sublinhou Ricardo Pocinho.

O dia da Igreja diocesana de Vila Real terminou com a celebração da eucaristia, na Sé, presidida pelo bispo da Diocese, D. António Augusto Azevedo.

Na homilia, D. António Augusto Azevedo, depois de refletir sobre a liturgia da Palavra, propôs a todos um compromisso com vista a um maior empenho na construção da Igreja (e da diocese) na lógica da comunhão, participação e sinodalidade. “Desta forma, poderemos ser uma Igreja deste tempo, uma Igreja conciliar”, disse D. António Augusto, realçando que “todos são necessários nesta tarefa de renovação, o clero e os leigos, as famílias, as paróquias e comunidades, os movimentos, grupos e instituições”. “Para corresponder a este compromisso é indispensável que cada um e cada uma sinta que é escolhido por Deus, experimente a alegria de ser cristão e tome consciência de que o Espírito lhe concedeu dons únicos para pôr ao serviço da comunidade”, explicou o prelado.

Depois, o bispo de Vila Real desafiou os cristãos à criatividade que é fundamental “para encontrar soluções novas e respostas pastorais aos desafios que esta realidade em mudança vai colocar”. Segundo o mesmo, o verão que se aproxima “vai ser diferente, exigindo de todos uma atitude responsável e prudente, ao mesmo tempo que vai solicitar que as pessoas sejam mais solidárias” e que as comunidades “estejam mobilizadas e unidas para minimizar dificuldades materiais e atenuar outros sofrimentos”.

Por fim, o bispo da Diocese de Vila Real lembrou que a diocese de Vila Real celebra o centenário da sua criação em abril de 2022 e a todos convidou para a celebração.

D. António Augusto Azevedo anunciou ainda que o lema da celebração é “Igreja de Vila Real, crescer com raízes” e que conta “com todos”, uma vez que o centenário “será de todos e para todos os cristãos da diocese e também para outros, os afastados ou envergonhados, os que não são católicos e os que podem vir a ser”.

Para o bispo de Vila Real, a celebração do centenário “será um momento importante da vida da Igreja diocesana e pode constituir um impulso decisivo para a sua missão futura. Para isso, é indispensável que todos partilhem do espírito desta efeméride e se sintam envolvidos nas celebrações que terão lugar nos próximos três anos”.

A concluir, D. António Augusto Azevedo agradeceu o trabalho realizado “nos vários âmbitos da vida diocesana”, porque nas paróquias, secretariados, movimentos e instituições foi necessário “um grande esforço de adaptação e improvisação”.

No final da celebração, o bispo de Vila Real consagrou a Diocese de Vila Real a Nossa Senhora da Conceição como “sua padroeira e protetora” e, junto à imagem da Virgem Maria, pediu à “Mãe de Deus” que “seja presença solícita junto dos que sofrem e com especial afeto os mais pobres, mais frágeis e desempregados”.

De recordar que, no próximo ano pastoral, o Dia da Igreja Diocesana de Vila Real será celebrado em Mesão Frio.

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