Poderá parecer estranho que em 2018 uma capital de distrito, como é Vila Real, ainda tenha que dedicar avultados recursos e atenção a satisfazer necessidades básicas de saneamento da população. Mais estranho ainda quando é sabido que os quadros comunitários anteriores, ao contrário do atual, tinham previstas verbas generosas para esta temática, que foram utilizadas por tantas das autarquias Portuguesas.

Mas desde que o atual Executivo Municipal assumiu a gestão autárquica, em 2013, percebeu rapidamente que Vila Real se encontrava numa situação diferente daquela que sempre se tinha afirmado existir. Que à exceção da maioria da zona urbana e de alguns aglomerados habitacionais periurbanos, a oferta de saneamento básico à população era muito escassa. De facto, a taxa de cobertura de saneamento básico em Vila Real pouco ultrapassava os 60%, o que representava um problema ambiental, mas também de salubridade e qualidade de vida.

Foi por isso que se apostou num projeto de grande envergadura, que representa um investimento total superior a 20 milhões de euros e que elevará a taxa de cobertura do saneamento básico para valores muito próximos da média nacional, acima dos 80%. Projetos que foram preparados e candidatados a fundos comunitários com sucesso, mas que ainda assim representam um grande esforço financeiro do Município. Este investimento foi essencialmente direcionado para territórios que ficam fora da malha urbana de Vila Real, demonstrando assim que não são feitas distinções entre urbano e rural, entre aldeias e cidade.

Agora que esse grande investimento em saneamento se encontra perto da conclusão, o Município poderá começar a direcionar recursos para a resolução de situações de menor dimensão, mas igualmente importantes. É o caso do chamado “Buraco Sagrado”, em plena cidade de Vila Real, junto à Vila Velha, que até hoje não é servido por esse serviço básico. Trata-se de uma zona de difícil acesso, com desníveis acentuados, mas cujos moradores há muitos anos, legitimamente, reivindicavam saneamento básico.

Assim,  dia 3 de agosto de 2018, foi aprovado em reunião de Câmara Municipal o relatório final do concurso público que o Município lançou, com vista à criação de uma Rede de Águas Pluviais e Rede de Esgotos no “Buraco Sagrado”. Esta obra representará um investimento de 93.664,00€ acrescido de IVA, e tem um prazo de conclusão previsto de 120 dias, após a adjudicação à empresa vencedora do concurso.

Com esta obra o Município continua a alargar a taxa de cobertura de saneamento básico do concelho, não só melhorando este indicador, como indo ao encontro da vontade e necessidade dos cidadãos.

Para terminar, recorde-se que a par do investimento em novas infraestruturas, o Município tem procurado incrementar a eficácia e eficiência da infraestrutura existente. O nível de perdas da rede de água de Vila Real era insuportável e significava um desperdício de recursos fundamentais, que todos tinham que pagar. Ao melhorar em cerca de 20 pontos percentuais os níveis de perda, foi possível manter o equilíbrio financeiro da empresa de água e resíduos – EMARVR, baixando em 10% a fatura ao consumidor final.

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