Boticas: Castro de Sapelos em processo de classificação como Património Cultural

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O procedimento relativo à classificação do Castro de Sapelos, situado na aldeia de Sapelos, como Património Cultural foi assinado esta segunda-feira, dia 22 de abril, pela Diretora-geral do Património Cultural, Paula Araújo da Silva, após a validação da candidatura apresentada pelo Município de Boticas.

A classificação do Castro de Sapelos, povoado fortificado inserido no Parque Arqueológico do Vale do Terva (PAVT), “é uma mais-valia para a valorização do património existente no Concelho de Boticas”, referiu o Presidente da Câmara, Fernando Queiroga.

O autarca disse ainda que “a concretização desta classificação permite dar continuidade ao estudo e aos trabalhos de beneficiação que têm vindo a ser realizados, nos últimos anos, pela autarquia em conjunto com a Universidade do Minho”, destacando que “pode ainda contribuir para a obtenção de financiamento”.

Além do Castro de Sapelos, todos os bens imóveis localizados na zona geral de proteção, 50 metros contados a partir dos seus limites externos, ficam a partir de agora abrangidos pelas disposições legais em vigor.

Recorde-se que o castro de Sapelos é um dos mais complexos locais fortificados do Vale Superior do Terva, pela articulação que realiza entre as linhas de muralha e um labiríntico complexo de fossos defensivos, durante décadas interpretados como trincheiras mineiras.

No povoado são facilmente identificáveis duas linhas de muralha, constituídas por alvenaria de junta seca, em granito, delimitando uma área de aproximadamente 6,5 hectares, sendo que a primeira linha de muralha define, de forma imponente, a acrópole do povoado, tendo sido colocado a descoberto uma porta monumental virada a poente.

Os trabalhos arqueológicos realizados nos últimos tempos permitiram confirmar que os castro foi ocupado entre o século II a.C. e o século II d.C., tendo sido identificadas diversas estruturas de habitação de planta circular e retangular.

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