O Bloco de Esquerda (BE) de Vila Real quer saber por que falhou o plano Municipal de emergência em Vila Real. Num comunicado enviado à redação, os bloquistas mostram-se surpreendidos pelos constrangimentos de trânsito que ocorreram na passada terça-feira, depois do forte nevão que se abateu sobre o concelho e a região.

“Após vários avisos de queda de neve e emissão de alertas por parte das entidades competentes parece que o Município de Vila Real e a Protecção Civil foram apanhados de surpresa. Com a intensa queda de neve verificada ontem, as condições de mobilidade ficaram fortemente condicionadas, transformando a cidade e o concelho num cenário de caos onde, inexplicavelmente, as condições de segurança foram colocadas em causa pela inação das autoridades competentes. Para além das horas intermináveis no trânsito viveram-se situação muito mais graves como ambulâncias em trânsito urgente sem conseguirem chegar ao Hospital, poucos meios das forças de segurança pública na rua e veículos capotados”, informou o Bloco.

“Ouvimos o Presidente da autarquia, Rui Santos, congratular-se com a eficácia da evacuação das escolas quando sabemos que houve várias crianças que tiveram de fazer o trajeto para casa a pé por vários quilómetros por falta de transporte ou impossibilidade dos pais chegarem à escola de carro. Ouvimos ainda que os condutores devem usar correntes de gelo para que o trânsito possa fluir e não condicionarem o acesso dos limpa-neves, porém ninguém viu nenhum limpa-neve na cidade nem pinga de sal nas estradas. Por fim, o único problema apontado pelo edil foi a falta de limpa-neves na IP4, o que nos parece uma grave desresponsabilização da situação gravíssima vivida na cidade”, adiantou o partido.

Assim, o Bloco de Esquerda exige saber qual o plano Municipal de Emergência em vigor, porque falhou, se o plano vai ser revisto e onde esteve a Proteção Civil na prevenção e durante todo este dia.

“Um comunicado do município com argumentos como ‘queda anormal de neve’ ou ‘dezenas de pequenos acidentes rodoviários (…) normais nestas condições e impossíveis de evitar’ não nos garantem qualquer segurança para situações futuras”, concluiu o BE.