Autarquia acusa PSD de realizar “campanha de desinformação”

Nesta segunda-feira, dia 12 de agosto, o executivo realizou uma conferência de imprensa, resultante duma “necessidade de esclarecer os vila-realenses após uma campanha de desinformação e demagogia do PSD”.  

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, o PSD apontou uma “série de inverdades” que provocou um falso alarme na população, sendo uma delas a defesa de que o executivo tinha a intenção de realizar a aprovação das “normas provisórias” às “escondidas”, tornando-as definitivas.

Argumento que o executivo municipal desmente, afirmando que “isso é impossível”, uma vez que “o plano de urbanização da cidade de Vila Real será o novo documento que parte da base que [foi] levada a votação, mas que será acrescentada de sugestões, propostas de alteração até ao final do período de discussão pública que deverá acontecer no final de novembro”, explicou o presidente vila-realense, acrescentando que apenas tinham pressa “no sentido de permitir o maior período de discussão pública de sempre, em Vila Real”. Pois, caso não se realizasse esta votação na assembleia da passada segunda-feira, teriam de aguardar até à assembleia municipal de setembro, perdendo cerca de um mês e meio de discussão pública. “Não percebemos como é que PSD pode mostrar-se surpreendido, quando o mesmo partido, em 2016, aprovou em reunião de câmara a abertura do procedimento para a criação do plano de urbanização da cidade de Vila Real”, frisou Rui Santos.

Com esta votação, o projeto do plano de urbanização da cidade será submetido a cerca de cinco meses de discussão, sendo a decisão final tomada pela CCDR-N. Período durante o qual o executivo municipal lança um desafio ao PSD para propor todas as alterações que considera relevantes, comprometendo-se a não realizar qualquer alteração nas mesmas até à entrega do plano à CCDR-N. “O PSD tem todos estes meses para analisar, com todo o cuidado, as normas provisórias do plano de urbanização da cidade de Vila Real e fazer todas as propostas de alteração que considere pertinentes. Têm vários meses para o fazer, não há desculpas de falta de tempo. O nosso compromisso é levar as propostas do PSD, sem qualquer alteração da nossa parte, para aprovação junto da CCDR-N, que tem a palavra final sobre o plano. Todas as propostas do PSD aprovadas por esta entidade serão integradas na versão final do plano de urbanização”, defendeu o autarca.

Notícia completa na edição nº 678, já nas bancas.

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