Assembleia Municipal Infantil: 48 alunos na “assembleia do futuro”

Na passada sexta-feira, dia 10 de maio, o Museu da Vila Velha acolheu a terceira edição da Assembleia Municipal Infantil, um evento que reuniu os Agrupamentos de Escolas Diogo Cão e Morgado de Mateus, o Colégio N. S. da Boavista, Colégio Moderno de S. José e Instituto Jean Piaget.
No total, estiveram presentes 48 crianças que apresentaram as propostas relativas ao tema “Educação Ambiental” que resultaram de várias reuniões e pesquisas por parte dos alunos. Um trabalho e iniciativa que segundo a professora Margarida Assunção, da Escola do Corgo, contribui para educar crianças que um dia serão adultos mais ativos e críticos: “Penso que ações como esta ajudam os meninos a ser participativos e intervenientes na sociedade que necessita, cada vez mais, do desenvolvimento do espírito crítico, e só sentindo na pele o que é tomar decisões, apresentar propostas e vê-las postas na prática é que pode contribuir para a formação de pessoas adultas mais conscientes e mais críticas em relação ao que se passa”, adiantou.
As crianças presentes também sentiram a importância de participar nesta assembleia, como nos afirmou Matilde Silva Amoedo, de nove anos, aluna do Colégio Moderno S. José: “Para mim, participar nesta assembleia é muito importante porque sei que ajuda o nosso ambiente, porque precisamos de melhorar a forma como ele é tratado”.
Tomás Borges Dias, da Escola E.B. 7 da Aurocária, do alto dos seus oito anos, concordou com a colega afirmando que “é muito bom participar nesta assembleia porque, ás vezes, temos más atitudes ao ditar o lixo para o chão e ao maltratar a natureza”.
Como prova da sua preocupação para com o ambiente, as crianças apresentaram várias propostas, ultrapassando, por vezes, as três ideias pedidas pelo regulamento, sendo relembrados por alguns colegas da assembleia de que apenas podiam ser três, apesar de todas terem relevância. No entanto, foi com muito agrado que todos ouviram as pospostas uns dos outros que referiam, entre outras coisas, colocar mini-ecopontos, nas salas de aula; realizar de ações de sensibilização nas escolas dirigidas não só aos alunos, mas também aos pais e aos professores; dispor de mais pontos de recolha de resíduos; adquirir um pequeno módulo de compostagem, etc.

CR

Notícia completa na edição nº 666, já nas bancas.

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