A pão e água: “estamos reunidos no funeral da restauração”

Os empresários da restauração, comércio e hotelaria da região reuniram-se esta segunda-feira, dia 16 de novembro, numa manifestação na Avenida Carvalho Araújo, em Vila Real. Em protesto, exigem apoios a fundo perdido, redução de impostos e a reposição dos horários de trabalho.

Ao longe, destacavam-se as faixas com frases de protesto, os balões negros, que simbolizam o “funeral da restauração” e a revolta daqueles que viram o seu setor estagnado durante os meses de confinamento e, agora, exigem apoios financeiros de forma a compensar os prejuízos que tem vindo a acumular.

“Estamos há 8 meses sem qualquer resposta do governo. Está a ser insuportável e não conseguimos aguentar mais, porque o setor está no desespero e precisamos de saber qual é o nosso futuro”, protestou Alberto Cabral, um dos impulsionadores do “A Pão e Água”, movimento que congrega empresários e profissionais de vários setores afetados pelas medidas impostas em consequência da aplicação do estado de emergência. 

Para atenuar as dificuldades sentidas, os empresários exigem a adoção de um conjunto de 16 medidas, entre as quais a atribuição de apoios imediatos, a fundo perdido, aos bares e discotecas, eventos, restauração e comércio, pela redução de horário, bem como, a todos os fornecedores diretos e indiretos.

Pede-se, ainda, a reposição dos horários de restaurantes, bares e comércio local e defende-se a isenção da Taxa Social Única (TSU), a redução no pagamento das rendas e do IVA determinando o pagamento automático em seis prestações. (…)


Daniela Parente

Reportagem completa na próxima edição do Notícias de Vila Real

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