A aposta na ciência e o regresso à normalidade

Por: Fontainhas Fernandes*

As universidades têm vindo a manter-se ativas, nas suas diversas atribuições, assumindo uma posição serena e responsável e contribuindo para que o país lide da melhor forma com a crise que estamos a viver.

Desde o início, deram uma resposta rápida no desenvolvimento de estratégias de ensino a distância, mas também têm vindo a envolver-se em dinâmicas sociais, disponibilizando equipamentos e material de proteção para fins médicos, instalações para apoio ao combate à COVID 19 e, no domínio da ciência e tecnologia, destaca-se o desenvolvimento de novas soluções e produtos.

Da mesma forma, no momento em que se coloca o regresso ao ensino e, principalmente a avaliação presencial, deve ser mantida uma posição de responsabilidade, pautada por orientações que evidenciem prudência e serenidade. O plano de retoma deve ser faseado, cumprindo as orientações de segurança e de higienização, de forma a manter a serenidade e confiança.

Temos a noção de que o atual cenário de pandemia vai dar-nos lições para o futuro, quer no funcionamento das instituições, quer na procura permanente de novas competências. O futuro será pautado por modelos que privilegiem instrumentos à distância, pois estes permitem a diminuição de custos financeiros e a peugada ecológica. Mas, certamente, é indubitável a aposta na ciência e tecnologia.

Recentemente a OCDE referiu que Portugal é o país com maior número de soluções inovadoras no combate à pandemia, tendo identificado 19 soluções criativas, e assumindo assim uma posição de liderança mundial. Na lista da OCDE, surgem diversos projetos que reúnem os esforços da comunidade tecnológica com a colaboração de milhares de voluntários de empresas e áreas profissionais, nomeadamente a criação de uma aplicação com dados técnicos para profissionais de saúde, uma plataforma de apoio ao comércio online ou campanhas de angariação de fundos. Muitos outros casos poderiam ser citados como o “coronakids”, um site destinado a informar crianças sobre a pandemia com jogos explicativos, assim como a plataforma da Ciência Viva para apoiar a comunidade escolar.

O prestígio alcançado pelos diplomados portugueses nas últimas décadas e a dinâmica manifestada no atual cenário de pandemia permitem, seguramente, cimentar a certeza do valor económico e social da ciência para o Futuro do país.

Fontainhas Fernandes

*Reitor da UTAD

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