33º Congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes

Arranca hoje, sexta-feira, o 33º Congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes. A mística aldeia de Vilar de Perdizes – concelho de Montalegre – volta a atrair curandeiros, bruxos, videntes e cartomantes. Um evento que, desde 1983, tem colocado o concelho na primeira linha da curiosidade pública. A figura do padre Fontes continua a ser o foco de todas as atenções. Consulte o conjunto de palestras agendadas no programa anexo.

O ano 33 do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes irá abordar «vários temas ligados à ervanária, à terapia mental, à parapsicologia e ao exorcismo», releva o padre António Fontes, principal impulsionador do evento. A somar a estas temáticas, estão os tradicionais: esoterismo, bruxaria e magia.

O certame continua muito focado na figura do pároco mais conhecido do concelho de Montalegre. Esta figura emblemática barrosã defende que «ainda há muito por pesquisar e compilar no saber popular e social». O exemplo é claro: «quando morre um velhinho, mesmo que seja analfabeto, morre com ele uma “biblioteca” que nunca foi aproveitada nem registada». Sobre esta matéria, acrescenta que «há já elementos da Universidade de Coimbra e também da Portucalense que se dedicam a estes estudos».

O que leva tantas pessoas a procurarem este congresso, ano após ano? «Falta de informação», responde. O padre Fontes diz ainda: «toda a gente oculta esse saber e ameaça com outros saberes, inclinado muitas vezes para o esoterismo e não para a leitura», daí que aguarde que o Congresso de Vilar de Perdizes sirva para desmistificar os temas do oculto, até porque, remata, a medicina popular não se deve «generalizar ou ridicularizar».

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