A cidade de Vila Real é amplamente conhecida pelo WTCR – Circuito Internacional de Vila Real, cuja 49.ª edição acontece este ano, de 22 a 24 de Junho. Mas nem só de carros vive a aceleração em Vila Real; o evento ‘Douro TGV’ é factor de muita dinâmica na cidade, e extensível à região. É inegável que o ‘Douro TGV – Turismo, Gastronomia e Vinho – 2018’ somou pontos face à edição de estreia, em 2017.

De 23 a 25 de Maio, os Claustros do Palácio do Governo Civil foram palco de um fórum onde Turismo, Gastronomia e Vinho foram protagonistas. As expectativas estavam altas, perante os nomes que eleitos para partilhar experiências e ajudar a dinamizar estas vertentes no Douro. Os objectivos foram cumpridos e o resultado está à vista. São vários os oradores que continuam a ser contactados por quem esteve na plateia. A americana Sheree Mitchell, que tem uma empresa de promoção de enoturismo de luxo, está ainda “retida” no Douro, a conhecer projectos a convite dos proprietários e instituições. Estão também a ser discutidas novas possibilidade face àquele que foi o tema central dia dedicado à Gastronomia, o azeite; em Portugal e no Brasil, de onde veio a especialista Patrícia Galasini.

O ‘Douro TGV’ abrandou na sexta-feira, dia 25 de Maio, com a entrega dos prémios aos vencedores do ‘Concurso de Vinhos Douro TGV’, que decorreu durante a Mostra de Vinhos e Sabores. De acordo com os resultados apurados, foram galardoados três brancos da região duriense, num universo de 38 néctares, e quatro tintos em 45 amostras, um dos quais é do Alentejo.

Na lista dos vinhos brancos, foram distinguidos o ‘Quinta das Corriças Colheira Selecionada branco 2015’, da Sociedade Agrícola Quinta das Corriças (Vale de Salgueiro, Mirandela); o ‘Quinta de Castelares Reserva branco 2016’, da Casa Agrícola Manuel Joaquim Caldeira (Freixo de Espada à Cinta); e o ‘Mont’Alegre Reserva branco 2016’, da FGWines, empresa do enólogo Francisco Gonçalves (Montalegre, Vila Real).

No quadro dos tintos, os valores mais altos foram conquistados pelo ‘Alta Pontuação tinto 2014’, da Alta Pontuação (Mateus, Vila Real); o ‘Monte do Desespero tinto 2014’, do Monte das Serras (Reguengos de Monsaraz, Évora); o ‘Quinta dos Lagares VV44 tinto 2014’, da Quinta dos Lagares (Alijó, Pinhão); e o ‘Quinta dos Nogueirões Reserva tinto 2014’, da Quinta dos Nogueirões (São João da Pesqueira, Viseu).

O ‘Concurso de Vinhos Douro TGV’ teve Olga Martins, CEO da Lavradores de Feitoria, como directora de prova, durante a qual as amostras inscritas foram analisadas com todo o rigor exigido por 30 jurados, todos enólogos, dois dos quais exercem esta profissão fora da região demarcada mais antiga do mundo.

Relembramos que membros do júri pontuaram cada referência vínica através de uma aplicação desenvolvida pela a Outsmartis, Lda., startup de André Conde que está a funcionar no Regia Douro Park, a entidade organizadora deste certame. O objectivo foi que cada chefe de mesa obtivesse, de imediato, os valores atribuídos. Ao mesmo tempo, a directora de prova teve, a cada momento, uma perspetiva das pontuações por mesa e por vinho. No final, os jurados ficaram a conhecer quais os números correspondentes aos vinhos vencedores.

Durante a ‘Douro TGV – Mostra de Vinhos e Sabores’ – mostra vínica complementada pelos produtos gastronómicos – cada garrafa dispôs de um ‘QR Code’ com a respectiva informação acerca do vinho e do produtor ao que os users pudessem, depois, atribuir os seus próprios comentários e pontuação. A finalidade é que os próprios users possam, agora, consultar essa informação e procurar esses vinhos.

A organização do ‘Douro TGV’ esteve a cargo do Regia Douro Park (*) que, com iniciativas como esta, pretende munir os actuais e futuros players, cujas actividades abordem as áreas de turismo, gastronomia e vinho, mas em especial aos agentes e às gentes da região, como sejam os alunos e docentes da UTAD, da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro – Lamego e de outras instituições de ensino, cujos alunos são os futuros embaixadores da região.