Lagar de Azeite de Vila Real faz balanço positivo da campanha de Azeitona 2018/2019

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Terminou no passado sábado, 19 de Janeiro, a Campanha de Azeitona 2018/2019 da Agrifiba, empresa com um lagar de Azeite instalado no Regia Douro Park, Vila Real.

No geral, as Regiões do Douro e Trás-os-Montes registaram uma quebra acentuada na quantidade de azeitona, quebra que chegou mesmo, em alguns casos, a ser superior a 50%, em relação ao ano transacto.

De acordo com João Azeredo, técnico da Agrifiba, “a pluviosidade registada em 2018, em quantidades anormais, e o fenómeno da oliveira conhecido por “safra contra safra”, ou seja depois de um ano bom, vem um ano menos bom”, poderão ser as razões para ter havido menos azeitona nesta Campanha.

No entanto, se por um lado houve quebra na quantidade, a qualidade parece ser superior. João Azeredo, diz que, este ano “os azeites são muito bons, tanto a nível organológico como a parte físico-química”, pelo menos é o que ditam as análises já realizadas a alguns azeites produzidos no lagar de Vila Real – “estão a sair azeites muito interessantes e promissores em termos de qualidade”.

Concluída a Campanha de Azeitona 2018/2019, a Agrifiba faz um balanço positivo, até porque, na segunda Campanha, desde que entrou em funcionamento, e tal como previam, duplicou o número de clientes, sendo que contabiliza já cerca de 700. Esse aumento traduziu-se em mais 30% de azeitona que a Campanha anterior.

Ivo Borges, sócio-gerente da Agrifiba, considera que este resultado “é reflexo do trabalho feito ao longo do ano” e do reconhecimento dos produtores relativamente à mensagem passada sobre a produção de azeites a frio. Ivo Borges sublinha que o balanço “é muito bom, além de duplicarmos os clientes, também duplicamos o número de entregas de azeitona, o que significa que os agricultores têm levado em consideração o cuidado que se deve ter com a apanha e entrega rápida da azeitona. Com as alterações que fizemos, conseguimos tratar 60 toneladas de azeitona por dia”. Além disso, o Lagar viu também duplicar a produção de azeite biológico em quantidade e em Agricultores, sendo este um dos poucos na região com certificação para produção biológica.

A Agrifiba, que no ano passado arrecadou uma medalha de ouro no Azeite de marca própria “Afonso Borges”, espera este ano conquistar muitas mais medalhas, nos vários concursos em que pretende participar e “não vai ser só em Portugal”.

Entretanto no próximo ano, a Agrifiba conta lançar para o mercado a azeitona de conserva e criar embalagens próprias para o caroço de azeitona, utilizado no aquecimento e em algumas indústrias.

Agricultores da região devem estar atentos à bactéria que ameaça destruir olivais

Notícias recentes dão conta da chegada a Portugal, concretamente a Vila Nova de Gaia, da Bactéria Xylella Fastidiosa, que ataca oliveiras e amendoeiras.

Segundo João Azeredo, técnico da Agrifiba, “não existe ainda uma cura sustentável para esta bactéria, pelo que a única forma de atuar é a prevenção”. 

João Azeredo aconselha os agricultores a estarem atentos- “quando um ramo começa a secar, sem razão aparente, devem desconfiar e levar a laboratório para que se possa perceber se a bactéria está a atacar a oliveira”. Caso a situação se confirme, “essa oliveira deve ser eliminada de imediato, de preferência queimada no local. Devem também ter muito cuidado com a ferramenta utilizada, como os instrumentos de corte para não infetar outras oliveiras.”



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