Viticultores do Douro queixam-se de ano difícil

615

Os viticultores do Douro queixam-se de um ano muito difícil na vinha, com ataques de doenças como o míldio e a podridão negra, que obrigam a muitos tratamentos, a despesas “brutais” e podem originar perdas na produção.

O ano de 2016 começou com um inverno e uma primavera com muita chuva. Primeiro foram os estragos com a derrocada de muros e patamares de vinhas durienses e mais recentemente, devido à elevada humidade, a pressão das doenças, principalmente do míldio.

“Este tem sido um ano muito complicado devido às condições climáticas que se têm feito sentir”, afirmou à Lusa Rosa Amador, diretora geral da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID).

Apesar da Região Demarcada do Douro (RDD) ser um território muito heterogéneo, tem-se verificado uma pressão de míldio nas três sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.

O míldio da videira é um fungo que pode infetar todos os órgãos verdes da planta – folhas, cachos e pâmpanos. A podridão negra é uma doença que provoca manchas escuras e causa estragos nas folhas, pâmpanos e cachos.

Por sua vez, o ataque do oídio provoca a paragem do crescimento da pele dos bagos, que acabam por fendilhar, deixando as grainhas a descoberto.

A ADVID e a Estação de Avisos do Douro, do Ministério da Agricultura, emitem circulares logo que se verifica um episódio relevante para a atividade vitivinícola, procurando reagir “tão cedo quanto possível” de forma a proteger a vinha e o vinho duriense.

Deixe o seu Comentário

Comentário