Vila Real quer dar uso a edifícios da Administração Central

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O Município de Vila Real quer passar para gestão municipal alguns edifícios da Administração Central que estão a ser subaproveitados ou ao abandono. Em causa está o antigo Governo Civil, as duas casas de magistrados, a pousada da juventude e o pavilhão desportivo da Diogo Cão, edifícios que são propriedade do Estado.

No caso do antigo Governo Civil, Rui Santos sublinha que “o imóvel esta subaproveitado” e lembra que há “um conjunto de espaços livres”. “Desde que o Governo Civil acabou como tal, aquele espaço está desaproveitado, há espaços devolutos que podiam ser usados, por exemplo, pela Direção Regional da Cultura do Norte, que está instalada em apartamentos onde paga uma renda elevada”, afirmou.

O autarca lembra ainda que existem duas casas de magistrados, em Vila Real, que estão “fechadas há mais de 10 anos, em permanente degradação”. A Câmara contactou o Ministério da Justiça por duas vezes com uma proposta para entrega desses espaços, mas ainda não obteve resposta.

Rui Santos afirmou que “todos os governos, sem exceção, estiveram alheios a esta realidade”. “Não entendem que quem está mais perto trata melhor, dá melhor utilidade e consegue colocar estes edifícios ao serviço da população”, defendeu.

Outro dos edifícios que a autarquia quer dar uso é a pousada da juventude, encerrada há quatro anos. “A Câmara Municipal já se disponibilizou para tomar conta do espaço da pousada da juventude e até hoje ainda não obtivemos resposta”, acrescentou.

Na mesma situação encontra-se o pavilhão da Diogo Cão. “O Estado Central não intervém, a Câmara Municipal, não sendo detentora do imóvel, também não consegue fazer uma intervenção. Já reivindicamos uma solução junto do Ministério da Educação, há vários meses, mas sem resposta”, lamentou.

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