Olhar a floresta e não somente as árvores

Os incêndios extremos não são uma inevitabilidade, pelo que as comunidades e as sociedades têm de prevenir e preparar-se, atempadamente, para tal tipo de eventos. Com esta preocupação, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai reunir na próxima quinta-feira (18 de janeiro) vários especialistas para debaterem os incêndios extremos e os fatores e casos de estudo recentes.

A conferência, que terá lugar no auditório das Biblioteca Central, pelas 14 horas, decorre no âmbito do projeto FIREXTR (Prevenir e preparar a sociedade para eventos extremos de fogo: o desafio de ver “a floresta” e não somente as “árvores”). Tratando-se de uma problemática transversal a todas as nações, o projeto envolve instituições de diversos países, tais como Portugal, Austrália, Canadá, França, Itália e EUA.

O grande desafio é compreender os processos biofísicos e humanos que explicam a ocorrência de incêndios extremos, com vista a desenvolver estratégias mais eficientes de prevenção, preparação do risco de incêndio e criar sociedades e ecossistemas mais resilientes. Assim, a ideia chave do projeto assenta no conceito inovador de “fire smart territories”, através de uma abordagem social-ecológica em todas as etapas da gestão dos incêndios, principalmente as de prevenção e preparação.

Nesta conferência, de entrada livre, subordinada ao tema “Incêndios extremos: fatores e casos de estudo recentes”, intervirão especialistas da UTAD, bem como da Universidade da Geórgia (EUA), da Universidade do Porto e Universidade Coimbra.

Programa

14:00 – 15:30

Incêndios Extremos

Fantina Tedim, Faculdade de Letras da Universidade do Porto

From friend to foe, fire regime transition in the South-eastern United States

Michael Coughlan, Department of Anthropology, University of Georgia

Dinâmica da paisagem e incêndios Extremos

José Aranha, Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

15:45 – 17:15

Meteorologia, Clima e incêndios Extremos

Mário Pereira, Departamento de Física, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

O GIF de Pedrógão e concelhos limítrofes: impacto nas comunidades 

Luís Ribeiro, ADAI, Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, Universidade de Coimbra

O incêndio de Pedrógão: Comportamento e severidade

Paulo Fernandes, Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Deixe o seu Comentário

Comentário