Túnel do Marão, portagens e CTT preocupam deputados do PS

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Os deputados Ascenso Simões e Francisco Rocha (PS), eleitos por Vila Real à Assembleia da República, enviaram uma carta ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, solicitando uma intervenção urgente sobre a “insegurança” no Túnel do Marão, o aumento de portagens e o fecho de postos dos CTT.

Em causa estão questões relacionadas com a “situação de insegurança que se reflete na operação do Túnel do Marão”, o “aumento imponderado de portagens” nas autoestradas A4, A24 e A7, que atravessam o distrito, e a política dos CTT, que vai levar ao encerramento da loja da Araucária, na cidade de Vila Real.

“A Infraestruturas de Portugal, empresa que tutela, continua a não assumir as suas responsabilidades no âmbito da segurança do Túnel do Marão. Os acidentes que ocorreram não se mostraram fatais por mera sorte, urna vez que os sistemas existentes, no âmbito da proteção e socorro, se mostram desajustadas. E por isso que o sentimento de insegurança vive nos que circulam no maior túnel português e antecipa o dia em que haverá urna (a) gravidade que já não seja possível esconder”, alertaram.

Sobre as portagens na A24, A4 e A7, os deputados mostraram-se “indignados” pelo aumento dos custos nestas vias. “Sempre assumimos, junto dos eleitores, empresários e entidades locais, que a opção do Governo não era a de reduzir as portagens, porque teria um importante peso nas contas e nas obrigações públicas. Sobre essa matéria, olhando a nossa experiência política e o conhecimento da realidade governativa, fornos considerando que o que interessava era o não aumento”, informaram, através de comunicado.

Também sobre o encerramento de balcões do CTT, em particular em Vila Real, os deputados mostraram estar contra. “Não podem os CTT entender a afirmação do senhor Primeiro Ministro, de não ponderação da reversão da concessão, como uma carta de alforria para as atrocidades que foram anunciadas”, acrescentam.

O documento acrescenta ainda que “é aqui que interessa a política, a arte de transformar os impossíveis em compromissos, o saber, que é basilar na dimensão de Estado mesmo nestes tempos de refundação da governação, que deve irradiar dos eleitos para regência dos interesses coletivos”.

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