Semana Santa: Tradições da Páscoa em Vila Real

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Durante a semana que antecede a Páscoa, aldeias e vilas transmontanas revivem tradições cristãs e pagãs que remontam à época medieval, desde a procissão dos “sete passos”, as vias-sacras, queima do Judas ou o enterro do bacalhau.

Mais comuns no concelho e na região são os autos da paixão, enquanto representações de teatro popular, que narram os últimos dias de Cristo, desde a traição até à morte e deposição na cruz, e envolvem dezenas de figurantes que representam, por exemplo, Cristo, Judas, Caifaz, Pilatos, Fariseu ou o Diabo.

É o que acontece todos os anos em Folhadela, Vila Real, onde cerca de 60 pessoas representam a Via Sacra. A interpretação é organizada por um grupo de pessoas da freguesia que todos os anos faz questão de manter a tradição.

A Via Sacra acontece na sexta-feira Santa e tem inicio junto à escola primária, onde é representada a Última Ceia e o Jardim das Oliveiras. Ao longo de cerca de 3 horas são percorridas todas as 14 estações da Via Sacra que simboliza o calvário de Cristo a caminho da crucificação. Termina junto da Capela de St Lúzia, em Vila Nova de Cima. No final a representação vai incorporar a procissão do Enterro do Senhor em Vila Real.

Carlos Teixeira faz parte da organização e conta que organizar o evento para não deixar morrer a tradição. Já representou Jesus e Pedro, agora dá vida ao sacerdote. Para Carlos Teixeira, incorporar e organizar a Via Sacra de Folhadela tem muito significado. “É importante porque tenho fé e vivo muito a Páscoa, até porque também participo na visita pascal”.

As personagens pouco mudam de ano para ano, havendo apenas alguns ajustes, por vezes devido a desistências. Este ano a personagem de Jesus vai ser representada por Rui Teixeira, que se estreia neste papel.

Os figurinos são alugados, por não se justificar o investimento, mas todos os cenários são da responsabilidade da organização. As 14 estações estão a cargo de José Alfredo, o carpinteiro de serviço que todos os anos dá vida a esta Via Sacra. Não representa nenhuma personagem, mas o seu trabalho é fundamental para manter viva a tradição. José Alfredo está desde o inicio na organização e gosta muito de participar.

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