SC Vila Real: eleições envoltas em polémica

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Está a tornar-se cada vez mais complicada a vida do Sport Club de Vila Real. Realizadas as eleições para os órgãos dirigentes, a tomada de posse dos novos órgãos foi marcada para hoje, sexta-feira, às 19 horas.

Contudo, a lista que se opunha à anterior direcçaõ entendeu interpor uma providência cautelar, pondo em causa o acto eleitoral, alegando várias irregularidades. Uma delas terá a ver com um sócio que antes de nascer já seria sócio do clube.

Sem esperar pelo resultado da providência cautelar, a direcção eleita, que é praticamente a mesma de antes, entendeu marcar a tomada de posse, à revelia, segundo a lista perdedora das normas vigentes e designadamente do Código Civil.

Por isso enviou à nossa redacção um comunicado, no qual fala de “assalto ao poder” por parte da direcção do clube. Esta invoca “a preparação urgente da próxima época desportiva” para avançar com a tomada d eposse.

Neste comunicado dirigido aos sócios, refere-se ainda que se trata de uma “situação nunca vista. “Uma direção dar posse a outra direção, onde o Presidente é o mesmo”, isto no nosso entender revela um assalto ao poder, com medo do quê? Ou para esconder o quê? Pergunta o candidato derrotado, que assina o dito comunicado, Francisco Carvalho.

Nos termos da lei deveria ser o antigo presidente da Mesa da Assembleia a marcar a tomada de posse. Pelo que pergunta também o mesmo candidato, “porque não deixam funcionar os órgãos diretivos e independentes do clube como deve ser, revela de uma forma mais do que evidente Falta de Cultura Democrática e uma tentativa de afirmação pelo quero posso e mando e o clube é MEU.”

No comunicado passa-se a seguir a enumerar as violações da lei, com todo o pormenor.

O NVR sabe que há comunicações entre o advogado da lista derrotada e o anterior presidente da Mesa da Assembleia.

No comunicado considera-se “inqualificável esta decisão, que demonstra falta de princípios e um completo desrespeito pelos valores democráticos e pelos restantes Órgãos Diretivos do Clube, um vale tudo para atingir os “SEUS FINS”, reafirmando-se que irão “utilizar todos os meios legais para anular esta pseudo “tomada de posse”

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