S. Pedro com poucos pucarinhos

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Hoje é dia de S. Pedro. Uma festa com muita tradição em Vila Real, também conhecida por Feira dos Pucarinhos, em referência à olaria de Bisalhães, que sempre se vendeu por esta altura.

Durante três dias o centro da cidade enche-se de artesãos e outros vendedores ambulantes.

Noutros tempos o Largo da Capela Nova ficava repleto de pucarinhos, mas este ano apenas um artesão resistente marcou presença. Miguel Fontes é dos oleiros mais jovens que ainda produz peças de Barro Preto e que não quis deixar de participar mais uma vez na Festa de S. Pedro. Os restantes oleiros são na sua maioria idosos, e numa altura em que a autarquia prepara uma Candidatura  a Património Cultural Imaterial da UNESCO, é de lamentar a sua ausência.

Para além dos pucarinhos, os linhos de Agarez são também tradicionais nesta feira. Maria Olímpia Novais veio ao S. Pedro com apenas 6 anos e desde essa altura nunca falhou um ano, e já lá vão 76. “Pedi sempre a Deus que me desse os filhos fora do S. Pedro, e deu. Tive sete”, disse.

Apesar dos seus 82 anos, é com jovialidade que Maria Olímpia, recorda o S. Pedro de outros tempos. Uma festa com muita gente e muito movimento.

Conta que a mãe vendeu na feira o seu primeiro pano de linho e que com o dinheiro lhe comprou tecido para fazer um vestido. Foi algo que nunca esqueceu”.

“Vinha sempre com a minha mãe, falhou a minha mãe fiquei eu”.

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