Reino Maravilhoso de Miguel Torga em documentário

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“Por terras do Alvão e Marão” 

A Antestreia de “Reino Maravilhoso – por terras do Alvão e Marão, um documentário de vida selvagem”, vai ter lugar no próximo dia 17 de março no Teatro Municipal de Vila Real. O documentário é o resultado de centenas de imagens captadas durante um ano e revela a biodiversidade que povoa o território. O documentário terá transmissão na SIC, na rubrica “Vida Selvagem”, ainda em data a agendar.

 A borboleta azul, o tartaranhão, o guarda-rios e o lagarto de água são apenas algumas das espécies captadas no Alvão e Marão para o documentário que irá ser apresentado no dia 17 de março, sobre a biodiversidade do território.

Realizado por Luís Quinta e Ricardo Guerreiro, dois nomes da cinegrafia de natureza, o documentário promete surpreender pela qualidade de imagens e pela revelação da biodiversidade da vida selvagem.

As filmagens foram efetuadas em torno “dos ciclos biológicos de diversas espécies, retratando a sua evolução durante um ano, contando-a de forma atrativa e revelando fatos surpreendentes”.

A realização do documentário custou cerca de 35 mil euros e contou com a participação de diversos investigadores da UTAD, “sobretudo na indicação do património”.

Carlos Lima salientou que a ideia do documentário surgiu porque na documentação de imagens, através de fotografia ou cinegrafia, “havia um grande vazio não só a nível regional, mas também a nível nacional”. “A produção de um documentário desta natureza permite sobretudo salientar um conjunto de espécies faunísticas e florísticas que existem no nosso território sobretudo em áreas classificadas, espécies que não são do domínio comum a sua presença”, explicou o responsável pelo Programa de Biodiversidade da autarquia.

O responsável compara este documentário aos que são produzidos pela BBC, “que procura valorizar aspetos dos ciclos biológicos” e que revela uma riqueza patrimonial de Vila Real. Uma das espécies abordadas é a borboleta azul, “a história de vida desta borboleta passa por uma simbiose e uma relação com uma formiga, são aspetos que servem para mostrar todo o funcionamento de um ecossistema e a necessidade de preservação dessas espécies”.

O documentário mostra espécies que não estavam identificadas inicialmente, como por exemplo uma vespa que “esconde os seus ninhos no terreno, os tapa e que consegue identificar independentemente do dia e do voo”. Esta é apenas uma das curiosidades que pode ser vista durante o filme.

O documentário vem dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela autarquia no âmbito da proteção do ambiente e da preservação da biodiversidade. Durante a apresentação do documentário o presidente da câmara apontou os projetos “Proteger é Conhecer”, SeivaCorgo, Observatório da Biodiversidade e Centro de Ciência como “bons exemplos”.

“Temos procurado promover o aproveitamento, de forma sustentável, do património natural e cultural, incentivando a conservação e a impressão de uma consciência ambientalista, nunca descurando o bem-estar das populações envolvidas”, acrescentou Rui Santos.

O autarca referiu a importância do documentário como “ferramenta de divulgação”.

O documentário será exibido na SIC na rubrica “Vida Selvagem”. A data ainda não está fechada mas a exibição poderá ser no inicio de Abril.

A antestreia está marcada para dia 17 de março no Teatro de Vila Real. Nesse dia será ainda exibido o making of do documentário, seguido de uma sessão debate com os realizadores.

 

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