PSD quer esclarecimento sobre “mau serviço” da CP no Douro

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Os deputados do PSD eleitos por Vila Real querem esclarecimentos sobre a supressão de comboios no Douro e a sobrelotação de carruagens denunciada pelos operadores turísticos, um “mau serviço” que está a “afetar a imagem” da região.

O deputado Luís Leite Ramos disse hoje à agência Lusa que vai pedir uma reunião urgente com o presidente da CP e adiantou que os parlamentares sociais-democratas querem, ainda, ouvir os operadores turísticos do Douro e o presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte.

Durante o fim de semana, as operadoras Barcadouro, Rota Ouro do Douro e Tomaz do Douro criticaram o “mau serviço” da transportadora ferroviária, queixando-se das “consequências negativas” nas empresas e no turismo na região.

Os operadores falam em “ligações suprimidas em cima da hora, sobrelotação das carruagens, faltas de manutenção e avarias recorrentes do material circulante, falhas nos sistemas de ar condicionado, carruagens grafitadas (vidros incluídos) e o recurso reiterado a autocarros que fazem por via terrestre o percurso que milhares de turistas antecipadamente escolheram fazer por ferrovia”.

Em resposta, a CP reconheceu que está a ter dificuldades em responder ao aumento da procura na linha do Douro, porque “a capacidade não é ilimitada”, e adiantou que está a tentar encontrar soluções com a tutela.

“Esta é uma situação muito grave. O setor do turismo fica fortemente penalizado, numa altura em que é a grande alavanca de desenvolvimento do Douro. É muito preocupante, porque arruína o esforço que está a ser feito pelos operadores na região”, frisou Luís Leite Ramos.

O deputado salientou que este “mau serviço” que está a ser prestado pela CP tem um “impacto negativíssimo na imagem do Douro” e pode ter “repercussões no papel que o comboio tem no desenvolvimento turístico” deste território.

“Quem visita o Douro e quer usar este serviço nesta altura fica com uma péssima imagem da região”, afirmou.

Luís Leite Ramos disse que é importante perceber, junto da CP, “qual a verdadeira dimensão do problema, quais são os atrasos, qual a falta de capacidade disponibilizada aos operadores” e, ainda, quais as razões pelas quais isto acontece e “o que a empresa está a fazer para ultrapassar este problema”.

 

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