Primavera e Natureza celebradas de 21 a 25 de março em Vila Real

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Assinala-se, entre , a “Semana do Planeta Vivo”, que reúne diversas iniciativas ambientais. Assinalando uma semana com grande significado para o meio-ambiente e a biodiversidade, que marca o despontar da primavera e dá início a um novo ciclo para a fauna e sobretudo para a flora, a Câmara Municipal de Vila Real e a UTAD desenvolveram um vasto programa de atividades para esse ciclo.

Com a entrada da primavera, estação do ano que apela aos sentidos e que marca o reaparecimento da cor, dos cheiros e dos sabores da natureza, o Centro de Ciência de Vila Real acolhe a exposição “Conhecer a Paisagem com os Pés no Chão”, da autoria de Carla Cabral. Assente na recolha de experiências de muitas pessoas que percorreram os percursos no vale do rio Corgo e que construíram, com a cadência dos seus passos, respirações, reações e ideias, mais pontos de vista que acrescentam camadas, para além da visão, para interpelar as paisagens, é construído um discurso expositivo que nos conduz a experiências sensoriais e que apontam caminhos de pesquisa sobre a paisagem duriense, património da humanidade desde 2001. Carla Cabral é licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e Arquitetura Paisagista pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. A exposição será inaugurada no próximo dia 21 de março e estará patente ao público no Edifício C do Centro de Ciência de Vila Real todos os dias, até 7 de abril.

Ainda no dia 21 de março, a UTAD e o Centro de Ciência de Vila Real desenvolvem diversas atividades vocacionadas para todos os públicos. O dia começa com a conferência “O Homem e a Natureza: encontros e motivações”, que reúne um conjunto de especialistas que vão apresentar algumas potencialidades dos serviços ecossistémicos e a sua cada vez maior importância no quotidiano das sociedades humanas. Desde a saúde, passando pela paisagem e pela própria manutenção da vida no planeta, muitos são os temas a debater nessa conferência, com início agendado para 9:30 horas na UTAD.

No início da tarde, os alunos da Escola do Corgo, no âmbito de mais um projeto apoiado pela Fundação Ilídio Pinho, vão depositar no borboletário do Centro as sementes de diversas espécies arbóreas, que serão objeto de acompanhamento do seu crescimento e desenvolvimento. Os dados serão registados e as árvores, quando atingirem o momento adequado, serão transplantadas para as zonas de montanha que registaram incêndios florestais, procedendo-se desta forma ao seu repovoamento com espécies autóctones melhor adaptadas aos incêndios. Seguidamente, numa atividade desenvolvida pelo Professor José Louzada, docente da UTAD e especialista na determinação da idade das árvores, será desenvolvida com os estudantes e com o público em geral, uma oficina de campo exemplificativa da metodologia científica para conhecer o tempo de vida de algumas árvores do Parque Corgo.

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