Órgão Sinfónico – “É muito mais que um projecto religioso”

970

O órgão de 2180 tubos que foi inaugurado na semana passada na Sé de Vila Real é muito mais do que “um projecto religioso”, é também cultural e turístico, afirmou o autarca Rui Santos. “Muita gente virá à Sé quando houver concertos”, acrescentou.

O instrumento custou cerca de 500 mil euros e foi comparticipado a 85% por fundos comunitários. O órgão vai ser usado nas missas, mas o objectivo é que seja também utilizado para concertos.

O projecto está incluído na Rota das Catedrais do Norte de Portugal, lançado pela Direcção Regional da Cultura do Norte (DRCN).

A instalação deste órgão é a concretização de um dos objectivos da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), integrado na Rota das Catedrais, de valorizar o património religioso. O responsável pela DRCN, António Ponte afirmou que o órgão enriquecerá “a liturgia e permite uma nova valência” ao transformar uma igreja num lugar de “cultura”. Para além disso poderá também ser um espaço de formação. “Estando associado ao Conservatório Regional de Música certamente haverá formação de jovens e permitir que este órgão seja dinamizado por agentes locais, reforçando a oferta cultural na região”.

O director regional avançou que há uma linha de programação pensada para as catedrais e “uma linha de programação própria para a música antiga e para os órgãos de tubos”.

António Ponte adiantou que a DRCN em conjunto com todas as dioceses da região está a preparar uma candidatura a fundos comunitários para “intervenção em órgão ibérico, que permitirá que todas as dioceses da região fiquem com órgãos recuperados, por forma a criar circuitos de música antiga em toda a região norte do país”.

A próxima Sé da região a poder ter um órgão de tubos será a de Bragança. “A Sé de Bragança está candidatada”, confirmou o director regional.

O projecto Rota das Catedrais contempla uma vertente de investimento que pretende, segundo a DRCN, “estimular o turismo cultural, através da interpretação do património e significado dos lugares, a dinamização da oferta cultural nos seus espaços e a promoção da rota e de cada um dos seus pólos”, além da recuperação do património imóvel e móvel.

Deixe o seu Comentário

Comentário