Orçamento é “sinal de mudança”

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A Direcção da Organização Regional de Vila Real do PCP (DORVIR) considera que o Orçamento de Estado, do Governo PS, mostra que é possível uma outra política. Apesar de enumerar algumas medidas positivas o PCP de Vila Real garante que ainda está aquém do que seria necessário.

O PCP de Vila Real mostrou, em conferência de imprensa, estar satisfeito com algumas medidas que foram aprovadas no Orçamento de Estado no dia 16 de Março. A direcção regional considera o orçamento, do Governo PS, “um sinal de mudança” e valoriza “cada uma das suas medidas positivas pela resposta que dão a problemas e necessidades imediatas dos trabalhadores e do povo”, disse Jorge Humberto.

Apesar de considerar este Orçamento positivo a direcção regional do PCP referiu que não irá permitir que “se apague a memória da acção do anterior Governo PSD/CDS, da sua política de exploração e empobrecimento”, de forma a evitar “ uma nova vaga de destruição de direitos e condições de vida do povo português”.

Nas medidas positivas a direcção regional dá destaque à lei que concretiza a gratuitidade dos manuais escolares e ao apoio extraordinário para os desempregados “que ficam sem protecção no desemprego por perda do subsídio social de desemprego”. Jorge Humberto referiu ainda a revisão dos descontos para a Segurança Social dos trabalhadores a recibos verdes e a redução dos custos com a energia.

Apesar das melhorias, o PCP considera que o Orçamento fica aquém daquilo que seria necessário e possível perante os problemas que atingem os trabalhadores”. Dessa forma garante que vai continuar a defender propostas que “continuarão a revelar-se necessárias na valorização do trabalho e dos trabalhadores, no aumento do valor das reformas e pensões, no apoio à produção nacional e aos sectores produtivos, na diminuição da carga fiscal das MPME, no aumento do investimento público, numa tributação mais justa do grande capital”.

Jorge Humberto concluiu dizendo que “o Orçamento aprovado dá um sinal de que é possível uma outra política mas que é preciso ainda lutar muito por ela”.

Cristina da Santa Ferreira e Bárbara Janela

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